Em 13/07/2017, os Cavaleiros do Hermon participaram de uma bela Cerimônia a Céu Aberto, realizada na região entre os bairros do Jaraguá e Pirituba, em São Paulo, sob a condução de irmãos da Loja Minerva (GOSP/GOB).
Integração, Fraternidade e Aprendizado, foram as palavras de ordem nessa memorável Sessão.
Augusta e Respeitável Loja Simbólica Cavaleiros do Hermon 335 - GLESP - Fundada em 13/05/1988.
QUEM SOMOS
CAVALEIROS - alusão aos Templários, às Cruzadas e à Távola Redonda. HERMON - o termo remete-nos ao Monte Hermon, em cujo topo se forma a neblina que se condensa em forma de garoa, o orvalho consagrado pelo Salmo 133. Essa precipitação "tolda parcialmente o sol escaldante do sul do Líbano, e umedece seu solo, transformando-o numa das regiões mais férteis e amenas do Oriente Médio."
Nós Cavaleiros do Hermon, na constante busca para tornar feliz a humanidade, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, nos reunimos às sextas-feiras a partir das 20h00 , na Avenida Pompéia, 1402 - Templo Ir.'. Willian Bucheb - São Paulo - SP.
Nós Cavaleiros do Hermon, na constante busca para tornar feliz a humanidade, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, nos reunimos às sextas-feiras a partir das 20h00 , na Avenida Pompéia, 1402 - Templo Ir.'. Willian Bucheb - São Paulo - SP.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
quarta-feira, 26 de abril de 2017
A HISTÓRIA DA MAÇONARIA PARA ADULTOS
Como a Maçonaria Operativa sucumbiu
diante da Maçonaria Especulativa
Por Kennyo Ismail
Diversos historiadores maçons se
dedicaram a contar e recontar a história do surgimento da Maçonaria
Especulativa como conhecemos hoje. As versões são geralmente bastante similares
entre si e, pelo conteúdo, se parecem com as histórias contadas para crianças
antes de dormir:
“Era
uma vez, há muito tempo atrás, os maçons operativos, que construíam castelos e
catedrais. Eles começaram a aceitar nobres, burgueses e intelectuais na
Maçonaria, chamados de “Aceitos” ou “Especulativos”. Esses se apaixonaram pela
Maçonaria e trouxeram outros nobres, burgueses e intelectuais. Em pouco tempo,
eles se tornaram maioria. E com o passar dos anos, a Maçonaria foi se
aprofundando nos aspectos filosóficos e intelectuais, até que não se via mais
maçons operativos na Maçonaria. E os maçons especulativos viveram felizes para
sempre.”
Parece uma ótima história para explicar
ao seu filho de cinco anos de idade o motivo de você ser um “pedreiro-livre” e
não construir casas. Mas, definitivamente, não serve como História da Maçonaria,
em pleno século XXI, a ser ensinada ao novo maçom de hoje, que possui nível
superior e um mínimo de senso lógico e crítico.
Não se pode contar a história da Maçonaria e de sua transição de Operativa para Especulativa sem considerar o contexto histórico e os aspectos socioeconômicos da época. A extinção da Maçonaria Operativa não se deveu por um simples processo de evolução interna dentro da Maçonaria, que teria então evoluído para Especulativa. Não foi um movimento interno, impulsionado pelos membros “aceitos”, que assumiram a liderança da instituição e promoveram seu desenvolvimento por uma via mais intelectual e elitista. Na verdade, foi um movimento estritamente externo e incontrolável pela Maçonaria. Para se compreender o fenômeno, deve-se, antes de tudo, contextualizá-lo:
Não se pode contar a história da Maçonaria e de sua transição de Operativa para Especulativa sem considerar o contexto histórico e os aspectos socioeconômicos da época. A extinção da Maçonaria Operativa não se deveu por um simples processo de evolução interna dentro da Maçonaria, que teria então evoluído para Especulativa. Não foi um movimento interno, impulsionado pelos membros “aceitos”, que assumiram a liderança da instituição e promoveram seu desenvolvimento por uma via mais intelectual e elitista. Na verdade, foi um movimento estritamente externo e incontrolável pela Maçonaria. Para se compreender o fenômeno, deve-se, antes de tudo, contextualizá-lo:
A Maçonaria, sendo antiga e ocidental,
teve logicamente origem no Velho Mundo: a Europa. Documentos históricos como a
“Carta de Bolonha” (Século XIII), o “Poema Regius” (Século XIV), os Manuscritos
de “Cooke” e “Estrasburgo” (Século XV) e alguns outros confirmam essa teoria,
apresentando a Maçonaria Operativa, com suas cerimônias e Antigos Costumes,
antes mesmo do descobrimento do Novo Mundo. Assim sendo, nada mais natural do
que as primeiras Grandes Lojas terem surgido na Europa, nas primeiras décadas
do Século XVIII.
O documento mais antigo citado, a “Carta
de Bolonha”, evidencia que, já no século XIII, maçons especulativos conviviam
com os operativos. Quando do surgimento da primeira Grande Loja, na Inglaterra
de 1717, é sabido que, das quatro Lojas fundadoras, três eram compostas
predominantemente por maçons operativos. Há inúmeros relatos e documentos que
indicam que, durante quase todo o século XVIII, Lojas Operativas conviveram com
Lojas Especulativas em boa parte da Europa. Isso significa que, por pelo menos
500 anos, meio milênio, os maçons operativos conviveram com os especulativos,
sendo os operativos maioria. Afinal, o que então aconteceu com os maçons
operativos? Por que eles desapareceram da Maçonaria no final do século XVIII?
O que exterminou a Maçonaria Operativa
não foi a Especulativa, nem mesmo um processo de evolução cultural. O que pôs
fim à Maçonaria Operativa foi… a Revolução Industrial. A mudança no processo
produtivo, originada pelas invenções de máquinas e impulsionada pelo surgimento
das indústrias, pôs fim à era de produção manual baseada nas guildas. O
trabalho estritamente manual foi substituído pelo trabalho de controle de
máquinas. A iniciativa inglesa rapidamente se espalhou pela Europa, promovendo
um êxodo rural e o abandono dos ofícios artesanais e manuais para atender a
demanda por mão-de-obra industrial. Ao fim do século XVIII, o maçom operativo
não teve outra escolha a não ser se tornar operário fabril e trabalhar uma
média de 80 horas por semana.
Muitos dos países europeus, preocupados
em consolidar o novo modelo econômico, chegaram a adotar leis proibindo a
Maçonaria Operativa. Esse foi o caso do famoso Ministro Turgot, da França, que
determinou que:
“Proibimos todos os mestres e
companheiros, operários e aprendizes do direito de formar associações, ou mesmo
assembléias entre eles, sob qualquer pretexto. Em conseqüência, suprimimos
todas as confrarias que possam ter sido estabelecidas tanto pelos mestres dos
corpos e comunidades, como pelos companheiros e operários, das artes e ofícios”.
Fonte: Recueil Général des
Anciennes Lois Françaises. 1774-1776.
Leis como essa foram o tiro de
misericórdia para as poucas Lojas Operativas que ainda tentavam sobreviver aos
primeiros anos da Revolução Industrial. Dessa forma, a Maçonaria Operativa
desapareceu de vez, ficando a Maçonaria Especulativa como única e legítima
herdeira de sua essência, responsável por preservar e passar adiante seus
ensinamentos.
Essa é a história real. Sem contos de
fadas.
sábado, 1 de abril de 2017
A FALTA DE COMPREENSÃO E A MÁCULA AO IDEAL DE FRATERNIDADE
“Sonho com o dia
em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como
irmãos”.
Nelson Mandela
Vamos falar sobre fraternidade. Ensina a
Maçonaria que vontade e inteligência, sem o sentimento fraterno para com seus
semelhantes, poderá transformar o homem em um monstro de egoísmo, e este apesar
de todo o mal que poderá causar, desaparecerá, ou seja a existência não será
registrada para a posteridade. Devemos sempre aplicar o princípio racional de
três virtudes, Vontade – Inteligência – Amor Fraternal, assim conciliando
antagônicos chegaremos ao sentimento comum, de modo que um irmão jamais possa
prejudicar o outro.
É cediço, fraternidade deriva do termo
latino frater, que significa "irmão". A fraternidade universal
se traduz na boa relação entre os homens, em um ambiente onde há uma
sinergia própria dos irmãos consanguíneos.
Fraternidade fundamenta-se no respeito pela
dignidade da pessoa humana promulgando a igualdade de direitos entre
todos.
Dentro de uma conceituação filosófica
ela se une aos ideais da Revolução Francesa em 1789, embasados na busca de
liberdade, igualdade e fraternidade, por isso talvez, dentro da Maçonaria tenha
a palavra alçado o mais alto dos pódios.
Todavia, pergunto a fraternidade alçada
ao patamar mais alto é realmente exercida pelos maçons de hoje?
De todas as agremiações ou associações
existentes no orbe, deve-se tirar o chapéu para a instituição Maçonaria, pois esta
se faz a mais completa de todas e, se não for a mais, sem dúvida está dentre as
mais complexas, sendo perfeita e justa independente do rito que pratique. Qual
outra associação se caracteriza pela estrutura humana que possui, onde homens
de todas as etnias, credos e crenças, independente do ofício que exerça,
recebem estímulos, a buscarem, de modo uníssono em sacras premissas, a
felicidade e aliada a evolução da raça humana. No entanto, mentes vazias de
alguns (iniciados por algum motivo), criam necessidades questionáveis,
transitando e contaminando os meios maçônicos, como consequência nossa Excelsa
e Sublime Ordem afasta-se de sua realidade, fragiliza a unidade universal, pois
esses não esclarecidos ferem suas raízes, esquecem suas origens.
A Maçonaria nunca impôs limites à livre
investigação da verdade e é, com o fito de garantir essa liberdade, que ela
exige de todos tolerância e assim a convivência harmônica.
A maçonaria em verdade, não é possuidora
de doutrinas científicas tampouco sistemas religiosos; apenas clama pelo
trabalho, instiga o pensamento, organiza o ensinamento dos leigos pelos mais
esclarecidos; não realiza progresso científico, pois esse juntamente com a
ciência é fruto do labor de toda humanidade. A obra maçônica possui natureza
moral e social. O pensamento funda no amor o edifício moral e social da
Humanidade; motivo pelo qual o espírito de fraternidade não pode sofrer
máculas, pois estaria solapando o templo do pensamento maçônico.
Os ensinamentos maçônicos gradativamente
nos revelam como devemos lapidar nosso “EU”, dando-nos condição para
enxergarmos a ação tacanha e maléfica em nosso meio; melhor ainda: a ação de um
gênio mal que habita no âmago de nosso ser, sempre espreitando, aguardando o
melhor dos momentos para aflorar e assim dividir, separar; desunindo e desestabilizando
a egrégora manifestada no ambiente fraternal. É como o cristão vê o mal que
dividiu o Reino de Deus, separando-se dos anjos fiéis à vontade do Senhor;
segundo a visão religiosa o mal personificado na figura diabólica vaga no mundo,
como fez nos céus, tendo como premissa lançar a divisão desunir, afastar os que
congregam de um mesmo pensamento.
A grande diferença, entre nós maçons e
os religiosos, esteja na maneira como garantirmos a união fraternal, pois
reconhecemos em nós mesmos a disposição mesquinha do ser, por isso
sujeitamo-nos à pratica constante de lapidação do caráter e da moral, o que
chamamos de Desbaste da Pedra Bruta, representado nas inúmeras representações
esculturais onde o homem com o malho e o cinzel, quebra o bloco bruto de pedra em
torno de si, resurgindo como uma nova criatura, de ampla visão e caráter
ilibado, porém consciente que sempre haverá algo a melhorar em sua auto
lapidação.
Porém, o questionamento feito é, um
tanto quanto paradoxal, acerca da falta de espírito fraterno dentro de uma
instituição cujo ensinamento e vivência se dão pela excelência do amor
fraternal.
Indubitavelmente encontramo-nos em uma
era onde o mundo está dividido pela desigualdade, além das secções
geográficas, políticas e tantas outras. Mas a grande divisão não são estas
apresentadas, a grande divisão se manifesta no pior dos lugares e infelizmente
também atingindo muitos irmãos; a pior das divisões está no fundo do coração
humano, fruto do orgulho e da mesquinhez que ilude insinuando ser possível a
autossuficiência, como se o ser humano fosse capaz de nascer, crescer, viver e
morrer sem nunca ter precisado de ninguém. Sentimento pernicioso, conduzindo o
indivíduo à crença de que é melhor do que o outro, que é mais importante, ou
que pode mais do que seu semelhante.
Infelizmente esse nefasto sentimento
ocupa alguns irmãos, afastando-os da razão e do entendimento da palavra
fraternidade. Não é difícil encontrarmos nas lojas irmãos que se dedicaram ao
apoio a outros irmãos e tiveram como resposta a falta de reconhecimento, ou
pior a tentativa por parte do irmão “necessitado”, de inverter a situação se
passando por vítima, em uma promíscua demonstração de mau-caratismo, ou virando
as costas para aquele que na melhor das intenções lhe estendeu a mão.
Lembremos aquele que estende a mão para
outro não deve esperar nada em troca, porém, aquele que falta ao espírito de
fraternidade e esquece os preceitos não deve ser digno de confiança.
Novamente busquemos similitude nos
ensinamentos contidos em livros sagrados acerca da fraternidade, vejamos dois
exemplos, Bíblia e Alcorão:
Se teu irmão pecar contra ti, vai e, em particular
com ele, conversem sobre a falta que cometeu. Se ele te der ouvidos, ganhaste a
teu irmão. Porém, se ele não te der atenção, leva contigo mais uma ou duas
pessoas, para que pelo depoimento de duas ou três testemunhas, qualquer
acusação seja confirmada. (Bíblia)
E se alguém salvar uma vida, será como se tivesse
salvo toda a humanidade"
(Alcorão)
Alguns homens se esquecem de tudo, menos de serem
ingratos. (Alcorão)
Em um primeiro momento vemos a
necessidade de perdoar, porém de se resguardar contra aqueles que não se
permitem assumir que erraram. Em segundo momento o Alcorão ensina a unidade de
uma fraternidade universal, por fim no terceiro exemplo, também do Alcorão,
podemos ver a fragilidade humana manifestada na ingratidão, o que afasta-nos da
pureza do espírito fraternal.
Ao não nos permitirmos perdoar, ou nos
damos ao luxo de não reconhecermos nossos erros, o que é mais comum, estamos enaltecendo
a divisão, a qual nos conduzirá a acusarmos uns aos outros, colocando a culpa
neste ou naquele e, então, não seremos mais capazes de operar a conciliação e a
reconciliação. Observem como se dividem as casas, as famílias; não falemos de
divergências de opinião e de expressões de vida, pois estas são como a boa e
doce bebida, divergir sem desrespeitar é saudável para a construção do templo
chamado indivíduo, pois, na mesma casa, um pode pensar de um jeito, outro de
outro; o marido pode ver de uma forma e a mulher de outra. Isso não é divisão, a
diferença, a opinião diversa traz o crescimento, há evolução, é o ensinamento
adquirido ao estudarmos o pavimento mosaico, diferenças dentro de um mesmo
ambiente de respeito se completam; todos comungando de um mesmo saber, crescendo
como maçons e como seres melhores. Se for ao contrário disto, dando a
divergência lugar à divisão nefasta, fomentando o desrespeito e a falta de
consideração, estará livre o caminho para a destruição de nosso templo interior
e de nossa Ordem como um todo, pois não estaremos mais confiando uns nos
outros, estaremos longe do cantado por Davi em seu Salmo 133.
Fragmentação [causada pelo mal agir] se
dá quando um se põe contra o outro, quando um não é mais capaz de conviver com
o outro; quando nos fazemos inábeis para suportar diferenças, porque queremos o
mundo do nosso jeito, de nossa forma e da nossa maneira de pensar. Boicotamos-nos
e deixamos o sentimento mundano invadir nossas mentes e por estarmos cegos para
esse contágio, acabamos por não nos vigiarmos e assim ao estarmos em nossas
Lojas, contaminamos a egrégora e deturpamos os ensinamentos com presunções espúrias
sem direito a assento em nossas reuniões.
A energia da mudança que pretende
evolução do espírito deve tomar o maçom, tem que estar ligada ao amor
fraternal, pois se assim não for, estará o maçom no curso do mau intelecto,
tornar-se-á servidor das forças do mal por falta de discernimento.
Por fim, a divisão, arma do mau
intelecto, tenta reinar no seio da Ordem, por intermédio dos grupos e das
lideranças que, muitas vezes, exercem certa influência sobre os mais novos. Por
vaidades, já presenciamos muitas Lojas baterem colunas ou irmãos se desligarem
dos quadros, como se a culpa fosse da Maçonaria, porém a culpa está no maçom
que, apesar da boa visão, nega-se a enxergar com os olhos da alma e reconhecer
que na sua conduta existe o maléfico espírito da divisão e da desunião humana.
Já vimos esse mal em nossas casas, em nossas famílias; por isso, precisamos mais
do que nunca adquirir o hábito de pedir perdão a nossos irmãos, mesmo não sendo
o culpado dos desentendimentos, precisamos sublimar o espírito a sua condição
mais elevada, além do pensamento e compreensão esperada de um homem mediano,
precisamos ser mais maçons e menos profanos de avental.
Antes de questionarmos a Ordem e seus
puros métodos de ensinamento, devemos aprender a nos respeitarmos, ensinarmos
aos aprendizes mais valores e moral maçônica, ao invés de tentarmos passar
teorias que sabemos de ouvirmos falar, contaminando assim a pureza de nossas
instruções. Para que no futuro não digamos que não valeu a pena e que nada tem
a se aprender.
BIBLIOGRAFIA
- Ritual do Aprendiz Maçom
GLESP-2006
- Alcorão Sagrado – Federação
das Associações Mulçumanas do Brasil
- Bíblia Sagrada – Almeida revisada
e Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil
- WIRTH, Oswald - Os Mistérios
da Arte Real - Ritual do Adepto. Do original: Les Mystères de L’Art Royal
— Rituel de L’Adepte, de Oswald Wirth, Ed. “Le Symbolisme”, 1972. Tradução
para o português de M.B.T.
Ir\
EUCLIDES CACHIOLI DE LIMA
Past-Master
ARLS Cavaleiros do Hermon - 335
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
CONSCIÊNCIA
Charles
Evaldo Boller
Sinopse: Considerações
a respeito do treinamento e uso da consciência.
O
maçom é sempre obediente? Não! Ele obedece a uma treinada consciência voltada
para o bem e baseada em princípios morais.
Consciência
é capacidade humana que pode ser treinada e desenvolvida. É o utilitário de
segurança mais usado pelo homem sábio com vistas à pureza moral. É ela quem
efetua comparações com padrões de moral que freiam o mal. A constante
convivência com pessoas detentoras de elevada moral injeta na mente
comportamentos, pensamentos, crenças e diretrizes que a treinam. Estudar e
filosofar temas morais também contribui na sua boa edificação. Mas não é
suficiente! É necessário querer e estar disposto em aceitar mudanças,
orientações e advertências. Quando certa ação conflita com o padrão
desenvolvido no condicionamento moral, soa o aviso de alerta ao inicio da
contenda, empunha-se a consciência como escudo. Ela acusa e defende o homem do
proceder que prejudica. Deixa de funcionar se estiver cauterizada, tornada
insensível por inúmeros atentados que a desrespeitam. A consciência gera culpa
e esta imobiliza a ação errada. A companhia de pessoas promíscuas e praticantes
de atos atentatórios à moral prejudica seu bom condicionamento. É semelhante ao
arrancar de terminações nervosas da carne que fica destituída de tato. A ação
da pessoa passa a ser controlada pelo temor a castigos e não mais ao sentimento
de culpa que imobiliza a ação do mal.
No
Rito Escocês Antigo e Aceito o adepto recebe de herança cultural a direção que
preconiza a obediência de caserna, disciplina marcial e rígida, influência de
vetustas ordens de cavalaria e profissionais. A companhia de pessoas boas e
disciplinadas auxilia no desenvolvimento de boa consciência. Razão da boa e
criteriosa escolha de novos obreiros. Profano que não possui estatura mínima em
sentido moral é impedido de entrar na Maçonaria, daí a importância de rigorosas
sindicâncias. Uma vez iniciado, a convivência pacífica e amorosa entre os
maçons proporciona a sintonia fina da consciência sensível e inteligente. Quem
não treina a sua consciência faz de si um animal incapaz de ocupar-se de outra
coisa, a não ser daquela do destino próprio dos animais.
Se
a consciência do maçom está afinada com a moral, este pode até dispensar o
livro da lei no altar dos juramentos. O detentor de boa consciência tem um
livro da lei escrito no coração e na mente. Para o cristão, a bíblia
judaico-cristã é símbolo da sua consciência. Representa espiritualidade e
racionalidade de todo homem bom dotado de consciência voltada ao bem. Aquele
que passa por transformação em sentido lato, reunindo em si bons princípios
morais, éticos, religiosos, emocionais, físicos e espirituais tem o alicerce de
sua consciência construído sobre a rocha. O maçom usa da inteligência para
educar-se e afinar a consciência ao que ditam as leis naturais estabelecidas
pelo Grande Arquiteto do Universo. Desenvolve e entende a mensagem contida na
filosofia da Maçonaria, em cuja escalada peregrina ao interior de si. Trabalha
a pedra por dentro nos exercícios de individuação tornando-se consciente do
milagre da vida que o anima. E nesse seu mundo interior desenvolve acurada
consciência, instrumento que o desculpa e acusa, diferencia entre bem e mal,
percebe certo e errado.
Na
história da Maçonaria observa-se que quando de parte de maçons ocorreu
desobediência civil, aconteceram fatos que promoveram melhorias às sociedades
humanas. Treinado a consciência o maçom desobedece tudo o que possa bloquear o
exercício da liberdade responsável, o bom uso da liberdade com possibilidades
de escolhas. O maçom obedece mais à consciência criada pelo Grande Arquiteto do
Universo que às leis, dogmas religiosos e ideologias políticas. Parte do
princípio que aceitar de forma passiva às leis injustas as tornam legítimas. A
sua espiritualidade associada à sua boa consciência levam-no a caminhar
conforme os elementos de seu projeto existencial onde não obedece a ordens que
conflitam com a moral guardada pela consciência. Tem o dever juramentado de
rebelar-se contra leis e dominações injustas. Cultiva e condiciona sua
consciência para a ação orientada ao amor fraterno; aquele sentimento em ação
que soluciona a todos os problemas de relacionamento e humaniza o homem. O
treinamento da consciência é atividade permanente do maçom e é por isso que ele
começa cada tarefa invocando a glória do Grande Arquiteto do Universo.
BIBLIOGRAFIA:
1.
ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada, ISBN 978-85-311-1134-1, Sociedade
Bíblica do Brasil, 1268 páginas, Baruerí, 2009;
2.
BAYARD, Jean-Pierre, A Espiritualidade na Maçonaria, Da Ordem Iniciática
Tradicional às Obediências, tradução: Julia Vidili, ISBN 85-7374-790-0,
primeira edição, Madras Editora limitada., 368 páginas, São Paulo, 2004;
3.
CAMINO, Rizzardo da, Reflexões do Aprendiz, Coleção Biblioteca do Maçom,
primeira edição, Editora Maçônica a Trolha limitada., 157 páginas, Londrina,
1992;
4.
RODRIGUES, Raimundo, A Filosofia da Maçonaria Simbólica, Coleção Biblioteca do
Maçom, Volume 04, ISBN 978-85-7252-233-5, primeira edição, Editora Maçônica a
Trolha limitada., 172 páginas, Londrina, 2007.
Data do texto:
08/12/2011.
Sinopse do
autor:
Charles
Evaldo Boller, autor, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira.
Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 62 anos de
idade.
Loja Apóstolo da
Caridade 21 Grande loja do Paraná.
Rito:
Rito Escocês Antigo e Aceito
Local:
Curitiba.
Grau
do Texto: Aprendiz Maçom.
Área
de Estudo: Comportamento, Consciência, Educação, Espiritualidade, Filosofia,
História, Liberdade, Maçonaria, Política.
Extraído de:
Imagem
extraída de:
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
HUZZÉ, A ORIGEM
DA ACLAMAÇÃO ESCOCESA
Luiz
Sergio Castro
Na
maçonaria brasileira, os irmãos praticantes do REAA (Rito Escocês Antigo e
Aceito) estão bem familiarizados com a tripla aclamação Huzzé, utilizada na
abertura e no fechamento dos trabalhos, mas a sua origem é um pouco duvidosa
devido a confusão de teorias criadas por escritores que talvez não tivessem o
acesso a tanta informação quanto temos atualmente, e com a facilidade que a
internet nos proporciona.
Cito
abaixo algumas teorias bem conhecidas sobre a origem da aclamação:
– Huzzé é derivada de uma palavra hebraica que
significaria uma espécie de “acácia”, como símbolo de imortalidade;
– Palavra formada pela raiz O’z e sufixo Zé,
significando “É minha força” uma alusão ao GADU;
– Origem espanhola – alguns dizem que Cavaleiros
Templários que fugiram da França frente às perseguições do Rei Filipe e do Papa
Clemente V e se refugiaram no sul da Espanha, uniram-se a população local para
combaterem durante a guerra civil que assolava a região e a cada vitória eles
gritavam a palavra Huzzé em celebração;
– Aclamação realizada para expulsar o “ar impuro”,
mandando embora todo o negativismo que carregamos no dia-a-dia profano;
– Huzzé seria uma espécie de Hurra, como a aclamação
Hip, Hip, Hurra;
Diante
desta confusão, busco na história a origem e inserção desta prática na
maçonaria.
Um pouco de
história
Tudo
indica que a aclamação Huzzé, deriva da palavra Huzza dos ingleses, onde a
pronúncia com o tempo, criou a modificação na escrita.
O
livro Essential Militaria de Nicholas Hobbes nos informa que nos séculos XVII e
XVIII, Huzza era um cumprimento ou saudação usado pelos marinheiros, para
homenagear quem embarcava ou desembarcava. Menciona também que a expressão era
um grito repetido em uníssono, sincronizadamente, quando os marujos atuavam em
conjunto para puxar os cabos das velas ou as amarras das embarcações.
Há
relatos de que nos séculos XVIII e XIX, três Huzzas eram dados pela infantaria
britânica antes dos disparos, como meio de ganhar moral e de intimidar o
inimigo. Há quem diga que eram dois huzzas curtos seguidos de um terceiro, mais
longo, dado durante a carga final.
Foi
dessa forma, acreditamos, que o brado utilizado no REAA deve ter chegado aos
marinheiros ingleses e depois, pelo fato da Inglaterra ser um país onde as
atividades navais ocupavam grande destaque, passado ao resto da sociedade não
só como exclamação de alegria e aprovação, mas também como designativo de união
e atitude solidária. Disso, talvez, advenha sua adoção pela maçonaria.
Mas quando esta
aclamação passou a ser utilizado pelos maçons?
William
Preston, em seu livro Illustrations of Masonry, descreve com detalhes o evento
ocorrido em 1753 na Escócia, no evento de lançamento da pedra fundamental do
conjunto de edifícios chamados “The New Exchange of Edinburgh”, onde foi
realizada uma procissão de 672 irmãos, que foi iniciada em frente a famosa Mary´s
Chapel, em caminhada até o local onde seria lançada a pedra fundamental.
A
procissão foi recebida por mais de 150 militares juntamente com uma companhia
de granadeiros, em duas linhas, sob as armas, que escoltaram a procissão. Este
fato foi de tão importância para os maçons, que o Grão-Mestre da Escócia, Lorde
Carysfort, descreveu a honra de estar presente a tal acontecimento e ao
realizar a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, deu três pancadas na
pedra com o Maço, seguido de três huzzas, provavelmente em homenagem aos
militares ali presentes tendo visto a forte relação dos militares com a
maçonaria.
Após
alguns procedimentos do evento, o Grão-Mestre proferiu a frase “Que a mão
generosa do céu abasteça esta cidade com abundância de milho, vinho, óleo e
todas as outras conveniências da vida! Huzza, Huzza, Huzza!!!”.
Outro
livro descreve a utilização da aclamação na Escócia ainda no século XVIII,
geralmente em lançamentos de pedras fundamentais. A obra escrita William
Alexander Laurie em 1804, sob o nome “The history of free masonry and the Grand
Lodge of Scotland” cita que a prática militar de aclamar três Huzzas juntamente
com o tocar de trombetas, diversas vezes foi realizada para recepcionar os
maçons nos eventos.
O
escritor inglês John Dunton, no livro “Cartas da nova Inglaterra”, registra o
costume militar de se saudar autoridades com gritos de Huzza, muito comum entre
os militares ingleses e escoceses. Huzza era o grito de guerra usado pelas
tropas da marinha inglesa, bem como a do corpo de granadeiros.
Em
1778, para celebrar a aliança realizada com a França, o general George
Washington diz ao seu exército: “Huzza,
Viva o rei da França, Huzza, Vivam os amigos das potências europeias, Huzza,
Viva o Estados Unidos da América”.
E
finalmente, o exército Inglês faz uso dessa expressão (Huzza) em uma canção de
marcha dirigida contra os franceses:
“And, Monsieurs,
you’ll find us as good as our words:
Beat drums,
trumpets sound, and Huzza for our King!
Then welcome
Bellisle, with what troops thou canst bring!
Huzza! for Old
England, whose strong-pointed lance
Shall humble the
pride and the glory of France.”
Observando
a aclamação nos rituais
Embora
a aclamação Vivat, Vivat, Vivat, já apareça em 1737, com a divulgação de “La
réception d’un Frey-Maçon” e no rito adohiramita com o “Recueil Precieux de la
Maçonnerie Adonhiramite”, o triplo Huzzé e suas variantes não aparecem nos
documentos do século XVIII.
Nas
primeiras divulgações como o Maçonaria Dissecada (1730) e o Três Batidas
Distintas (1760), apesar de aparecerem os três golpes de malhete na abertura
dos trabalhos, não faz referências a aclamação.
Somente
em 1804, no “Guia dos Maçons Escoceses”, também chamado de “Livro dos três
graus simbólicos do rito antigo e aceito”, que a tripla aclamação surge na
abertura e fechamento dos trabalhos da loja, neste momento escrito como
“Houzze”.
Depois,
em 1813, no livro “Tuileur de l’Écossisme” de Delaulnaye, novamente é
registrada a utilização da aclamação escocesa (Houzze) na abertura da loja.
Conclusão
Estou
convencido que a tripla aclamação escocesa foi inserida na maçonaria por
influência dos militares e dos eventos ocorridos no século XVIII e descritos
acima, era muito comum o alto escalão militar estar composto por maçons que
ocupavam também cargos de importância na administração da maçonaria. O Huzzé
foi usado inicialmente como uma exclamação de alegria e comemoração, simples
assim, sem invenções e significados mirabolantes.
Bibliografia:
Illustration
of Masonry – William Preston
The
history of free masonry and the Grand Lodge of Scotland – William Alexander
Laurie
Essential
Militaria – Nicholas Hobbes
Tuileur
de l’Écossisme – Delaulnaye
Por Ir.'. Luciano Rodrigues
Por Ir.'. Luciano Rodrigues
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
SOCIEDADES SECRETAS – MAÇONARIA E O PERÍODO DITATORIAL
NOTA INTRODUTÓRIA
Curiosidades -
Você sabia que Getúlio Vargas mandou fechar a Maçonaria Brasileira?
Para
quem conhece um pouco da Ordem, sabe que absolutismo e ditadura nada tem haver
com nossos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Getulhão sabia disso
também! Pois bem, o historiador e nosso Irmão Frederico Guilherme costa em seu
livro “A Trolha na Universidade” no capítulo 34, publicou uma ata da Loja
“Fraternidade de Santos” de 1º de fevereiro de 1938 que reproduzirei parte dela
a seguir para contextualizar a informação acima.
“Levando-se
em conta a situação da loja e seu patrimônio, os Obreiros deliberaram, entre
outras medidas o seguinte:
a)
– Considerando, que a Comissão Executiva do Estado de Guerra, nomeada pelo Exm°
Sr. Presidente da República, deixou uma ordem mandando fechar o Grande Oriente
do Brasil, os Grandes Orientes dos Estados e todas as Lojas maçônicas do país;”
Diante
do exposto, acredito que a Maçonaria com seu currículo de lutas contra a
tirania pelo mundo, deve ter deixado o Getúlio desconfortável, levando o mesmo
a tomar a atitude de fechar nossa Augusta Fraternidade a fim de evitar futuras
ameaças.
SOCIEDADES SECRETAS – MAÇONARIA E O PERÍODO DITATORIAL
A
maioria dos maçons apoiou inicialmente o golpe, em um contexto que a situação
do país era caótica. Castellani ainda afirma que o apoio da Maçonaria se deu
devido à intenção do presidente de dar um rumo ordeiro à nação e devolver o
governo aos civis, fato que não ocorreu devido a influencia da ala radical do
exército. Ao contrário do Estado Novo, período ditatorial em que o Presidente
Getúlio Vargas mandou fechar quase que todas as lojas maçônicas, o governo
instaurado em 64 praticamente não repreendeu a instituição maçônica, de fato, o
autor ressalta que era a própria Maçonaria que expurgava os membros
considerados radicais. Além disso, existiam aproveitadores na ordem que usavam
da tendência política dominante para perseguir outros maçons considerados
adversários e os acusá-los de serem comunistas.
Este
clima tenso fez que com que pessoas de destaque como o secretário de cultura sofressem
pressões da ordem e fossem julgados como “pessoas de esquerda”, portanto,
inadequados de pertencerem à Maçonaria. A partir de 1968 o sistema ditatorial
começou a ficar mais repressivo. Artur da Costa Silva era o presidente do
período, o congresso foi fechado e foi instaurado o Ato Institucional n° 5(AI
5) que acabava com várias garantias institucionais e jogava o Brasil em um
período de muita censura e repressão. Devido á tensão da época, a atividade
maçônica começou a diminuir se restringindo a fatos administrativos internos.
Castellani afirma que no dia 24 de junho de 1969, o Grão Mestre Geral Moacir
Arbex Dinamarco escreveu no seu relatório geral a seguinte mensagem: “(…)
Demonstramos o pensamento da Maçonaria sobre a relevância do papel das forças
armadas na defesa do regime democrático. Não nos acomodamos quanto à crise
estudantil e, em declaração incisiva, colocamo-nos como mediador da mesma,
procurando serenar o episódio”. Apesar de o Grão Mestre Moacyr afirmar que
defendia um regime democrático, ele fazia exatamente o oposto, defendendo em
nome da Maçonaria, um regime ditatorial.
Depois
de Costa e Silva, o Brasil foi governado por Emílio Garrastazu Médici, que
inaugurou a época mais dura e repressiva do regime. Essa época foi marcada por
dissidências dentro da Maçonaria, em partes causadas pelo aumento do número de
maçons contrários à ditadura militar. Em 1973 ocorreu uma cisão na Ordem
Paulista, que ficou conhecido como “Cisma
Paulistinha”, esse evento foi causado basicamente por disputas políticas
internas referentes às sucessões de cargos maçônicos.
Depois
da Era Médici, o general Ernesto Beckmann Geisil assumiu o controle do regime,
e foi o principal responsável pelo início da lenta e gradual abertura política
do país. O auge do apoio institucional da Maçonaria aconteceu no dia 15 de
março de 1974, quando o presidente Geisel recebeu em audiência, o Grão Mestre
Geral Osmame Vieira de Resende e o seu Adjunto o senador do partido
situacionista Osíris Teixeira. No referido evento, Teixeira leu um ofício que
reafirmava o apoio do Grande Oriente ao governo instaurado em 1964. De acordo
com Castellani esse evento se fez sem consulta ao chamado “povo maçônico”, que
desiludido e não percebendo a volta do regime democrático, já não apoiava, em
sua maioria, o regime vigente.
Em
1979, João Batista Figueiredo assumiu a presidência, em um governo que se
caracterizou por atitudes menos repressivas. No dia 28 de agosto, o presidente
sancionou a lei de anistia, que foi promulgada no dia 1º de novembro. A Maçonaria
apoiou a lei da anistia, apesar de haver maçons que não concordaram com essa
ideia. A instituição também apoiou as eleições diretas para presidente no ano
de 1984, o que de fato não ocorreu, visto que alguns grupos políticos queriam
manter-se no poder. Pela via indireta foi eleito Tancredo Neves, que morreu
antes de tomar posse, sendo assim o cargo foi entregue a José Sarney. Sarney
conduziu o país em um regime impopular e marcado pela alta inflação, mas que
entraria na história por ter sido o primeiro governo civil depois de duas
décadas de ditadura militar.
Texto:
Marcus Vinícius Galindo
Saiba
Mais:
·
ALMERI,
Tatiana. Raízes Secretas. In: Sociedades Secretas: Maçonaria,
Illuminatis, Cavaleiros Templários. Direção: Sandro Aloísio. Ed: Escala. São
Paulo, 2009. P. 104.
Illuminatis, Cavaleiros Templários. Direção: Sandro Aloísio. Ed: Escala. São
Paulo, 2009. P. 104.
·
CASTELLANI,
José. A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial. Ed:
Landmark , São Paulo. 2007
Landmark , São Paulo. 2007
Extraído de : http://monicanobrega.com.br/sociedades-secretas-maconaria-e-o-periodo-ditatorial/
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