QUEM SOMOS

CAVALEIROS - alusão aos Templários, às Cruzadas e à Távola Redonda. HERMON - o termo remete-nos ao Monte Hermon, em cujo topo se forma a neblina que se condensa em forma de garoa, o orvalho consagrado pelo Salmo 133. Essa precipitação "tolda parcialmente o sol escaldante do sul do Líbano, e umedece seu solo, transformando-o numa das regiões mais férteis e amenas do Oriente Médio."

Nós Cavaleiros do Hermon, na constante busca para tornar feliz a humanidade, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, nos reunimos às sextas-feiras a partir das 20h00 , na Avenida Pompéia, 1402 - Templo Ir.'. Willian Bucheb - São Paulo - SP.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

CAVALEIROS MARCAM PRESENÇA NA HOMENAGEM AO IRMÃO E IMPERADOR DOM PEDRO I




como não poderia deixar de ser, a ARLS Cavaleiros do Hermon 335, se fez presente nas pessoas dos Irmãos Roney e Diego, fortalecendo assim os laços desta grande fraternidade.

Sábado 25 de janeiro de 2020, a cidade de São Paulo comemorou seus 466 anos; marcando tais comemorações a Maçonaria Paulista, em especial a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, esteve presente na Casa do Grito, situada no Parque da Independência, para a inauguração do monumento do maçom “D. Pedro I”, também chamado de Irmão Guatimozin.
Presentes na solenidade nosso Irmão e Sereníssimo Grão Mestre João Xavier, acompanhado do Grão Mestre Adjunto Irmão Tomaz Alves Cangerana, o Paast grão Mestre Irmão Ronaldo Fernandes e demais membros da Administração da Grande Loja.
Presentes ainda o Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasile seu Adjunto; o Grão Mestre do Grande Oriente Paulista acompanhado de seu Adjunto; Ordens Para-Maçônicas como os DeMolays e as Filhas de Jó; dentre as autoridades militares se fez presente o Excelentíssimo Comandante Geral da PMESP Irmão Coronel Marcelo Vieira Salles, autoridades do Exército Brasileiro, deputados estaduais e federais, bem como a presença do Excelentíssimo Senador Irmão Major Olímpio e do Presidente da República em exercício, Irmão General Hamilton Mourão.

Um marco histórico para Maçonaria Regular Brasileira.











quarta-feira, 22 de maio de 2019

O TEMPO



Texto elaborado por: Irmão Marcos Antônio Xavier Filho

Obreiro da Loja Maçônica Cavaleiros do Hermon 335
Data da elaboração 22OUT2018.




Desde o inicio, entendemos o tempo como um conceito adquirido por eventos. Experiências estas que ocorrem ordenadas de forma cronológica e resultando em diferentes destinos. Visto como processo linear pelo cristianismo, a idealização do tempo tem sido muito discutida desde os primeiros registros da cultura ocidental. Os cristãos organizam-se de acordo com acontecimentos singulares, como por exemplo, o marco do cristianismo: o nascimento, crucificação e ressurreição de Cristo. Estes são acontecimentos únicos. Também o apocalipse simbolizando o fim do mundo e encerramento de um ciclo que não mais irá se repetir. Já a filosofia oriental, suporta que o tempo, assim como o espaço, são invenções de nossa mente. Acreditam na rotatividade temporal. Essas teorias eram iminentes, uma vez que os homens sempre buscaram conhecimento a respeito da vida e da natureza, como os movimentos da terra, estações do ano, plano orbital do nosso planeta em interseção com a esfera celeste, sucessão de dias e noites, alterações climáticas, funções de cada grupo alimentar, fitoterapia e assim por diante. Esses fatos naturais sobre a rotatividade do tempo conduziram as civilizações antigas, e seus pensadores a imaginarem que o tempo também seria circular, ou seja, a evolução da natureza seria baseada na repetição. Para os egípcios, por exemplo, os dias eram representados pelos barcos sagrados do deus do Sol Rá, conhecidos também como barcas solares, chamadas de Mandjet e Mesektet. O Mandjet era o barco que Rá utilizava para atravessar o céu, e o Mesektet era o barco que o levava ao submundo. O deus Sol era entendido em quatro fases: a primeira ao nascer do sol, recebendo o nome de Khepri (ou Kopri); a segunda ao meio-dia, sendo contemplado como um pássaro ou com o próprio barco a navegar; a terceira ao pôr-do-sol, visto como um homem velho que descia à terra dos mortos; na quarta fase, durante a noite, era visto como um barco que navegava ao leste preparando-se para o dia seguinte, onde tinha de lutar ou fugir de Apep (de acordo com alguns teóricos, denominado também como Apópis), a grande serpente do caos que tentava devorá-lo.

 A ideia de um tempo progressivo, sempre novo, e a ideia de que o tempo é cíclico marcado pela transformação é discutida não somente na filosofia. Este é um assunto também recorrente a literatura.
Considerando então que tanto a literatura quanto a filosofia tem o papel de questionar tudo que vivenciamos como um padrão, então qual é a perspectiva da literatura a respeito do tempo?
Heráclito de Éfeso faz a seguinte citação a respeito do tempo: “O tempo é uma criança que brinca, movendo as pedras para lá e para cá; governo de criança”. Para Heráclito o tempo não segue a uma sequencia de acontecimentos, é totalmente casual como o jogar de dados por uma criança. E analisando a questão das mudanças que o tempo nos proporciona, há um outra frase de Heráclito que diz: “ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”. A analogia feita por Heráclito utiliza o rio, porque em alguns momentos se olharmos de longe parece estar estagnado, mas quando nos aproximamos somos testemunhas do deslocamento incessante das águas.       
Na maçonaria sabemos que não só ele muda. Nós também mudamos. Na segunda vez que entramos tanto nós quanto o rio somos um outro, buscamos conhecimento e aperfeiçoamento, buscamos sempre aparar as arestas de nossa pedra bruta.
Borges em A Arte Poética diz:

“Fitar o rio feito de tempo e água
e recordar que o tempo é outro rio,         
saber que nos perdemos como o rio         
E que os rostos passam como a água.”

“Rio feito de tempo e agua”. Nessa afirmação rio não é constituído somente por água; na fluidez da água também existe fluidez do tempo, diferenciada apenas na frequência vibracional de suas partículas se olharmos mais de perto– Então um tempo não é apenas uma sequencia de eventos ou momentos, mas um marco dos momentos que se passam. O tempo é outro rio, e flui por si, sem ser sustentado nem fundado: atua por si só. Atua e deixa marcas em toda a humanidade. “E que os rostos passam como a agua.”.
Voltando ao pensamento de Heráclito, a base dentro da doutrina do eterno retorno e isso porque na perspectiva de Nietzsche tudo é um eterno fluir e um passar incessante de todas as coisas numa eterna circularidade. Não há início, meio ou fim, mas as eternas mudanças. Para ele assim como para o niilismo o mundo não tende a um fim, não tende a um propósito.          
Através de outra abordagem diferente da filosofia, mas acrescentando seu sentido a concepção de tempo pela literatura, também pode ser vista como forma de contestação ao padrão ocidental de estudos filosóficos a cerca dos fins, propósitos, objetivos e finalidades. Apesar de ser impossível afirmar o que é o tempo definitivamente, a literatura representa nossa experiência do tempo grafado na história em todo seu dinamismo. Torna conceitos filosóficos mais acessíveis e palpáveis. Enquanto a filosofia teoriza sobre, a literatura tem a liberdade de utilizar seus conceitos e teorias nas construções de historias poéticas e singulares sobre o tema como Guimaraes Rosa em Grande Sertão Veredas ou contestar através da própria estrutura narrativa. Em Borges por exemplo não há inicio, meio ou fim. A estrutura narrativa de Borges apresenta uma ideia de forma não ortodoxa e fragmentada. Vai de encontro ao encadeamento de ideias que vão se desenvolvendo e combinando em um modelo tradicional.
Em Grandes Sertões Veredas, de forma criativa e poética, Guimaraes Rosa trabalha com esse questionamento sobre o tempo e mudanças propostas por Heráclito. Não só as mudanças em si, mas seus efeitos nos homens. Grande Sertão de Guimarães Rosa representa a filosofia e seus conceitos.

“O mais importante e bonito do mundo é isso     
Que as pessoas não são sempre iguais    
Ainda não foram terminadas        
Mas que elas vão sempre mudando         
Afinam ou desafinam        
Verdades maiores é o que a vida me ensinou.”




Pelos fragmentos deixados por Heráclito e nessa obra de Guimarães Rosa, percebe-se que filosofia e literatura complementam-se e se enriquecem. Estão entranhadas no papel de questionar, indagar o que é dito como padrão, papel esse que também tem o maçom.
O conceito do tempo pode ser multidimensional, cheio de significados, tão amplo que a realidade difere a cada ponto de vista, mas nenhum destes conceitos de tempo invalidam o nosso tempo cronológico em si, mas sim o abarcam e transcendem. Fazendo sempre lembrarmos que precisamos dividir nosso tempo com sabedoria, buscando o momento certo para semear e colher, para trabalhar e descansar, assim como também o momento certo de agir assim com se abster.
Devemos utilizar todas as ferramentas que estejam, ou, que temos disponíveis ao nosso alcance, se assim necessário para nossa evolução e não podemos esquecer a duração do tempo é um estado que nenhum obstáculo poderá esgotar os movimentos. Não é uma mera condição de repouso, pois uma pequena imobilidade significa também um retrocesso, uma vez que as águas do rio não esperarão por você. O tempo é o movimento de uma totalidade organizado por nossas ações e completo em si mesmo. Esses movimentos cíclicos ou contínuos se realizam segundo a lei que dita que a cada término dá-se lugar a um novo começo. O objetivo é sempre atingido por uma direção interna: a inspiração, a sístole, a contração, o V.I.T.R.I.O.L.. Esse movimento se transforma num novo começo tomando a direção externa: a expiração, a diástole, a expansão e por fim as nossas ações.


BIBLIOGRAFIA        

https://focoartereal.blogspot.com/2017/08/o-que-e-o-tempo-para-o-macom.html

sexta-feira, 26 de abril de 2019

UM CAVALEIRO DO HERMON EM GUAYAQUIL



O Irmão Volnei Spelocin, membro ativo da Loja Maçônica Cavaleiros do Hermon, em missão profissional pela G9 do Brasil, treinar militares e profissionais de segurança equatorianos, pode também romper as fronteiras maçônicas e assim elevar o nome de nossa querida Oficina. Após ser reconhecido pelos Irmãos daquela Nação Amiga e aceito nos trabalhos, pode vivenciar uma experiência muito boa, reafirmando que a "Maçonaria não é regional e se espalha por todos recantos da terra". Fortalecendo assim nossos laços de fraternidade.

Visita a ARLS Guayaquil Independiente nº 51, filiada à Grande Loja do Equador, assim como a GLESP, também reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE).       







Parabéns pelo profissionalismo e pelo empenho em manter o bom nome da nossa Fraternidade e em especial dos Cavaleiros do Hermon.   


terça-feira, 23 de abril de 2019

MAESTRO CARLOS GOMES





Antônio Carlos Gomes
Nascido em Campinas em 11/07/1836, foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no renomado Teatro Scala, em Milão, na Itália. É o autor da ópera “O Guarani” e patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música. Teve o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, em 26 de dezembro de 2017.
Aos 15 anos de idade compôs valsas, quadrilhas e polcas. Aos 18 anos, em 1854, compôs a Missa de São Sebastião, sua primeira missa, repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857, compôs a modinha “Suspiro d'Alma”, com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.
Cercado por autoridades e amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896. Monumento-túmulo do compositor e maestro Carlos Gomes, localizado no Largo do Carmo em Campinas

Epílogo
Carlos Gomes faz jus também ao nosso reconhecimento pelo seu grande espírito de brasilidade, que sempre conservou, mesmo no estrangeiro. Quando da estreia O Guarani, em Milão, o famoso tenor italiano Villani, escolhido para o papel de Peri, criou um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. Carlos Gomes protestou: "Onde se vira índio brasileiro barbado?" mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes cartazes da época e não podia ser dispensado. Assim, acabou cantando, após disfarçar os pelos, com pomadas e outros ingredientes.
A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o maestro. Em certos trechos de música nativa, eram necessários borés, tembis, maracás ou inúbias. Andou por toda a Itália, mas não os encontrou. Foi preciso mandar fazê-los, sob sua direção, numa afamada fábrica de órgãos, em Bérgamo.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOs



Os Equinócios e Solstícios, sempre estudados em Maçonaria,  assinalam as posições do movimento do sol e a incidência de seus raios na superfície da terra. Marcam assim o início de cada uma das estações do ano; tudo diretamente ligado a inclinação do eixo terrestre, somados ao movimento de translação.
 Como resultado, têm-se a existência das estações do ano e uma diferença na duração dos dias e das noites, ao longo do ano. Ou seja, maior período de escuridão, ou maior período de luz. Verifica-se, que o Sol, em determinadas épocas estará mais “ao sul”, ou mais “ao norte”.
O objetivo não é em momento algum contrapor trabalhos já existentes e publicados sobre o tema, mas sim tentar enchergar as causas naturais como alguns povos antigos enchergavam, e sem ao certo saberem o que ocorria na natureza criavam suas alegorias, justificando as enterperes e também as benesses, ao bel prazer das divindades. Veremos que os símbolos utilizados em maçonaria guardam relação estreita com os mitos greco-romanos, e com outros povos da antiguidade e assim compreendendo algumas práticas maçônicas e profanas.
Solstício é o limite máximo alcançado por ele, seja mais ao Norte ou ao Sul. A impressão é de que a posição do sol estabilizou-se.
Quando o Sol atinge o limite máximo, ao sul, inicia-se a estação do verão. Esse dia é o dia mais longo do ano. Ao atingir o limite máximo ao norte no horizonte, o Sol inaugura a estação de inverno. Nesse dia, será a noite mais longa do ano. Quando no hemisfério sul ocorrer o solstício de verão, ao mesmo tempo, no hemisfério norte ocorrerá o solstício de inverno, e vice-versa.
Agora, quando os dois hemisférios posicionam-se igualmente em relação ao sol , surgem os equinócios; tanto o hemisfério sul quanto o hemisfério norte recebem a mesma quantidade de luz, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração. Temos então, primavera e outono. Logo, em cada hemisfério, em dois dias do ano, ocorrerão os equinócios[1].
Mas como explicar isso sem a tecnologia, estudos aprofundados e em uma época marcada por dogmas, crenças e mistérios.

Mito da origem das estações
- Deméter e Perséfone
Deméter era a deusa do trigo e, de um modo geral, de toda a terra cultivada. Senhora dos cereais, não admira que os Romanos lhe tenham chamado Ceres.
De seu relacionamento com Zeus, teve uma filha de nome Perséfone (Prosérpina, como a chamavam os Romanos). A jovem deusa, muito bela e feliz, cresceu vivendo em companhia das ninfas e de suas irmãs, Ártemis e Atena.
Hades, o deus do mundo inferior, irmão de Zeus e, portanto, tio de Perséfone, apaixonou-se perdidamente por ela. Certa vez, enquantoa jovem deusa passeava, ao colher uma flor, a terra abriu-se de repente e Hades surgiu, raptando-a, levando-a ao mundo inferior. Ouvindo os gritos da filha, Deméter correu para a ajudar, mas nada pôde fazer. Nem sequer sabia onde ela estava tampouco quem a tinha levado.
Desesperada, percorre o mundo, de Norte ao Sul, de Leste a Oeste, da Superfície ao Céu em busca da filha; sem comer nem beber, sem se preocupar com o seu aspeto nem tratar de si, sem cuidar de nenhuma das suas tarefas. Acabou por conseguir ajuda de Hélios o Sol, que tudo vê, e este revelou quem fora o raptor da filha. Decidiu então não mais voltar ao Olimpo, a morada dos deuses, renunciando às suas atribuições divinas até que a filha lhe fosse devolvida.
A terra ficou estéril e os homens com fome, pois as culturas secaram e morreram. O mundo era devastação e abandono. Então Zeus, responsável pela ordem no mundo, preocupado com a calamidade causada pela mágoa de Deméter, ordenou a Hades que devolvesse Perséfone. A jovem, porém, por fome ou instigada por Hades, comera já um bago de romã no mundo das sombras, tendo o pequeno gesto, como um cunho inextinguível em seu corpo, ligando-a  para sempre ao reino do marido.

- A Romã
Façamos aqui um parêntese, mais uma simbologia maçônica “A Romã”.
A romã é considerada uma infrutescência, símbolo da fecundidade e da fertilidade uma vez que possui uma grande quantidade de sementes. Originária da Pérsia ou do Irã, considerada uma relíquia sagrada da natureza, a romã é utilizada desde a antiguidade e simboliza o amor, a vida, a união, a paixão, o sagrado, o nascimento, a morte e a imortalidade. É ainda o emblema solar, que representa segundo sua cor e forma, a fertilidade (útero materno) e o sangue vital. Em maçonaria, representa a união dos maçons, as sementes do fruto significam a solidariedade, a humildade e a prosperidade. Ou seja, as sementes representam a união fraternal dos filhos de uma mesma mãe, a Romã como um todo personifica a própria Maçonaria.
Voltando a Perséfone, Hades e Demeter; Zeus interveio e então chega a uma solução de compromisso e a um acordo: Perséfone passaria metade do ano com a mãe, no Olimpo, e a outra metade no mundo Inferior.
Assim, quando Deméter, está feliz com a filha a natureza floresce: é o tempo da primavera e do verão. Mas quando Perséfone tem de regressar para junto de Hades, Deméter mergulha de novo na maior tristeza: começa então o outono, seguido do inverno. E é essa a causa do ciclo das quatro estações[2].
Os mitos fonte fecunda do imaginário humano, que ajuda no entendimento as relações humanas guardando a chave para o entendimento do mundo e de sua análise a partir de nossa mente. A clássica mitologia grega, com suas lendas, deuses, semideuses, heróis e suas batalhas tendem a revelar a mente humana e seus caminhos cheios de curva e de características peculiares. Os mitos estão presentes em nossas vidas, não importa em que tempo ou local, por isso característica atemporal.
No mito de Demeter e Perséfone entendemos a explicação dos antigos para as mudanças climáticas promovidas pelas estações do ano. Pudemos verificar que abundancia é sinônimo de felicidade, e que o rigoroso inverno entristece, esteriliza a terra. Daí o ensinamento de sermos precavidos, isso em todos os aspectos de nossas vidas, analisar os fatos, estarmos como Hélios sempre atento a tudo, para sabermos como lidar com tempos difíceis, e caso de infortúnios, aprendemos também a importância de negociar, assim como fez Zeus com Hades garantindo a harmonia, em que pese da disputa entre Demeter e o deus do Mundo Inferior não ter havido um vitorioso em absoluto.

Cornucópia – O Chifre da Abundância
- A Joia do Mestre de Banquetes
Ao estudarmos Equinócios e Solstícios, nos deparamos com outras tantas práticas. As festas pagãs receberam este nome devido a prática utilizada pelos pagãos, do Latim paganus, significando Camponês ou Rustico.
Resumidamente, os pagãos embora religiosos, por vezes não possuíam condições de estarem na cidade, deslocando-se à igreja ou a sede do poder, para assim agradecer pela colheita, bem como pagarem suas indulgências, ou dízimos. Surge então a ideia de realizarem as festas de agradecimento, bem como fazerem suas ofertas no próprio local onde residiam.
Surgem então as festas pagãs. Uma das mais conhecidas era o festival da segunda colheita marcada pela abundância e fartura dos alimentos, onde o quinhão ofertado era armazenado e posteriormente consumido nos difíceis e rigorosos dias de Inverno.
Falamos, portanto, de uma Festa relacionada ao fim do Equinócio de Outono e início do Solstício de Inverno, para nós no hemisfério sul marcado com data próxima ao final do mês de junho, coincidindo com o dia São João Batista. No hemisfério Norte com o dia de São João Evangelista.
Verificamos então que o calendário cristão estabeleceu datas para seus santos próximas das comemorações pagãs. Uma questão estratégica que se perpetrou no tempo.
O Sabá de Mabon, o Equinócio de Outono no hemisfério norte, é um Festival da Colheita. Tem como símbolo, a Cornucópia – o Chifre ou o Corno da Abundância. Mais uma vez deparamo-nos com a Mitologia Grega. Disse o Oráculo que Cronos seria destronado por um de seus filhos; Cronos então, passa a devorar seus filhos logo após o nascimento.
Réia, sua esposa, salva uma das crianças - a quem deu o nome de Zeus entregando-o a Ninfa Amaltéia princesa de Creta e demais ninfas do Monte Ida. Amaltéia faz com que a criança se amamente pela Cabra Aix criação do próprio deus Hélios, o Sol.
Dizia ainda a profecia que Zeus somente venceria Cronos após a morte de Aix. Então Zeus, após a morte da Cabra, em agradecimento, retirou um de seus chifres e presentou Amaltéia. Esse chifre seria uma fonte inesgotável de suprimentos e tudo mais o que ela desejasse. Zeus ainda elevou a Cabra Aix aos Céus e a transformou na Constelação de Capricórnio, eternizando-a.
Zeus sabendo do temor de Cronos e demais Titãs,  pela cabra, retirou sua pele e a entregou a Hefesto o ferreiro dos deuses, e este, fabricou uma armadura a qual foi revestida com o couro do caprino e ficou conhecido como a Égide de Zeus, permitindo a este enfrentar e derrotar os Titãs.
O Sol no Solstício de Verão atinge seu Zênite, ao observarmos a trajetória do astro rei pela esfera celeste, verificamos sua passagem pela Constelação de Capricórnio no período compreendido entre 22 de Dezembro a 20 de Janeiro. O Hélios chega ao ápice de Poder, de luz e calor e declinando quando ainda está passando por Capricórnio – o Signo da Cabra.
O mito de Amaltéia e da cabra Aix simboliza a generosidade e o sacrifício em prol de um bem comum. O Chifre é um Símbolo fálico, de Fertilidade e que representa o Deus Cornífero. Na Antiguidade era muito comum o uso de um vaso chamado Rhyton – um vaso utilizado para beberagens e libações, semelhante à Cornucópia e aos seus atributos de abundância e Fertilidade[3].
Conclui-se então que a Cornucópia, símbolo do Mestre de Banquetes, é muito mais do que um símbolo de abundância e fartura, é também o símbolo do amor fraternal de bem servir, de doação e dedicação aos que comungam do árduo trabalho de construtores sociais, que ao final do dia de labor necessitam repor suas energias com um ágape fraternal.

CONCLUSÃO
Os símbolos utilizados em maçonaria guardam relação estreita com os mitos greco-romanos, e com outros povos da antiguidade. Na peça em questão utilizamos para explicar que Solstícios e Equinócios eram comemorados na antiguidade em agradecimento aos deuses, ou a natureza, pelo alimento conquistado naquele período. Comemoravam ainda, principalmente o findar de mais um ciclo de trabalho, com o findar do Equinócio de Outono e início do Solstício de Inverno; prática esta que chegou às graças dos iniciados, em especial os maçons, os quais em seus banquetes ritualísticos comemoram o findar de cada semestre maçônico.
Ficou ainda notório a interligação dos assuntos, pois verificou-se também a importância de outra figura, as vezes relegada ao ostracismo das práticas em loja, falamos da figura do Mestre de Banquetes, o promotor da concórdia e do sustento dos trabalhadores da pedra e das construções.
Assim, arremata-se mais uma reflexão onde provou-se a sabedoria dos ensinamentos maçônicos, que nos ensinou que amor e ódio caminham juntos, que devemos combater nossas paixões, para não sermos vencidos por elas, como ocorreu com Cronos; submetermos nossas vontades, assim como foi feito com Hades e Demeter, que passaram a dividir a atenção de Perséfone; fazendo assim novos progressos e estreitando os laços de amizade e reconhecimento, assim como ocorreu com Zeus, que por gratidão após ser criado e alimentado por Amaltéia e a cabra Aix, se mostrou agradecido e as eternizou. Fazendo com que as mesmas ganhassem um lugar entre eles, os deuses olímpicos.
Quanto a nós, assim como Demeter, devemos nos esforçarmos, apesar de as vezes parecer impossível, para mantermos a unidade, devemos sermos a romã maçônica, devemos permitir que o mestre de banquetes nos forneça a cada dia uma nova porção de romã, promovendo a união indissolúvel, pois já dizia o velho ditado família que ceia unida permanece unida, tal é esta verdade que Hades usou da alimentação para se unir a Perséfone, Pitágoras, Zoroastro e Jesus, sentavam-se a mesa com seus discípulos. E as Lojas de Mesa, também chamadas “Jantar Ritualístico” é uma prática entre os maçons.
Com certeza esta não é a verdade absoluta, mas sem dúvida é o ponto de partida para explicar simbologias simples que os homens tendem a complicar com teorias das mais variadas.

BIBLIOGRAFIA
Aprediz Maçom, Ritual do Simbolismo/GLESP. 10ª Ed. São Paulo, 2014.
ASLAN, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz: Vade-Mecum Iniciático. Ed. A Trolha. Londrina/PR, 1995.
ASLAN, Nicola. Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia. Ed. A Trolha. Londrina/PR. Londrina/PR, 1996.        
BELTRÃO, Carlos Alberto Baleeiro. As Abreviaturas na Maçonaria. Madras Editora. São Paulo/SP, 1999.   
CARVALHO, Assis. Cargos em Loja. 7. ed. Ed. A Trolha, Londrina/PR 1998.
FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria: Seus Mistérios, Seus Ritos, sua Filosofia, sua História. Ed. Pensamento. São Paulo/SP, 2000.
FRANCHINI, A.S. et  SEGANFREDO, Carmen. AS 100 MELHORES HISTÓRIAS DA MITOLOGIA – Deuses, heróis, monstros e guerras da tradição greco-romana. L & PM Editores. Porto Alegre/RS, 2011
GUIMARÃES, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica.
Ed. A Trolha. Londrina/PR, 1998.
PACHECO Jr., Walter. Entre o Esquadro e o Compasso. 2 ed. Editora A Trolha. Londrina/PR 1997.
STEPHANIDES, Menelaos. OS DEUSES DO OLIMPO. editora Odysseus. São Paulo/SP, 2010.
RODRIGUES, Régis. – GEOGRAFIA sitio eletrônico Brasil Escola.
Centro de Estudos Clássicos – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa  http://www.olimpvs.net/index.php/mitologia/a-origem-das-estacoes/  - Acesso em: 141200DEZ17.

Revista BTW – Wicca Tradicional Britânica - Coven Caldeirão de Cerridwen - RJ - Tradição Gardneriana.


Ir EUCLIDES CACHOLI DE LIMA
MM



[1] Professor Régis Rodrigues – Bacharel em Geografia – Brasil Escola.
[2] Centro de Estudos Clássicos – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
  http://www.olimpvs.net/index.php/mitologia/a-origem-das-estacoes/
[3] Fonte : Revista BTW - Coven Caldeirão de Cerridwen - RJ - Tradição Gardneriana

domingo, 7 de janeiro de 2018

ANCORA


ANCORA
Símbolo de uma Virtude Teologal


“Que toquem os sinos em nome da esperança 
Eterna criança que vive, brincando, no peito   
Dos homens que sabem da força que tem o respeito    
Para com os seus semelhantes, 
Na luta por seus direitos
Que traga a alegria o toque feliz deste sino      
E faça dançar nas ruas meu povo menino”.
Gonzaguinha

INTRODUÇÃO
Os símbolos que decoram uma Loja, independente do Rito ali praticado, conduz o construtor social através do esforço e dedicação à Beleza e à Perfeição. Esse construtor social, o maçom, representa em um primeiro momento o homem rude, pedra a ser desbastada, saído das cavernas escuras, que anseia habitar ambientes iluminados, simétricos e harmônicos. No entanto verifica o quão difícil é viver sem o preparo adequado para enfrentar os infortúnios da vida, longe da escuridão chamada ignorância.
Descobrir, conhecer, explorar, viajar em busca do conhecimento, é dúvidas ações satisfatórias, porém devemos ter em mente que o conhecimento deve ser muito bem formado. A ideia de o conhecimento ser algo perigoso não é algo recente. Vejamos o relatado em Gênesis, Adão foi expulso do paraíso após comer do fruto da árvore do conhecimento.
O Painel do Aprendiz trata da representação ideal de uma Loja Maçônica, com todos os símbolos reveladores dos ensinamentos necessários para o Grau de Aprendiz Maçom, é a grande codificação do conhecimento almejado. Identificar, traduzir, tais elementos é se preparar, com os cuidados necessários, para gradativamente adquirir conhecimento e assim enfrentar as dificuldades na vida maçônica e profana. Cada símbolo apresentado no Painel possui, sem dúvidas, profunda significação, muito mais eloquente do que meras palavras, muito mais ancestral do que qualquer filosofia.
Segundo Albert Galetin Mackey “Entre as várias maneiras de se instruir leigos, o estudioso da Maçonaria tem predileção por duas delas: as lendas e os símbolos. Quase absolutamente, tudo o que se sabe e o que se pode saber sobre o sistema filosófico ensinado na instituição se deve a isso. Todos os mistérios e dogmas que constituem sua filosofia são transmitidos ao neófito através de um ou outro método de instrução, às vezes, por uma combinação de ambos. Da Maçonaria – ou dos conhecimentos esotéricos da Ordem – só é possível o entendimento por meio de uma lenda ou símbolo”[1].
Logo, se temos predileção por lendas e símbolos, como diz o codificador dos LandMarks e estamos buscando conhecimento para lapidarmos nossa pedra bruta e nos fazermos verdadeiros Construtores Sociais, dediquemos o presente trabalho ao estudo de um dos símbolos existentes no Painel do Grau de Aprendiz Maçom, A Âncora.

O ESTUDO
Antes de iniciarmos qualquer estudo acerca da simbologia, temos de buscar entendimento do momento histórico no qual foi inserido o símbolo, ou ao menos ter em mente tal período. Ainda segundo Mackey existem questões obrigatórias a um investigador da verdade, as quais este deverá propor, bem no início da inquirição e que devem ser claramente respondidas antes mesmo que se compreenda o verdadeiro caráter da Maçonaria como instituição simbólica. É necessário saber um pouco a respeito de seus antecedentes antes de se poder apreciá-la.
Para chegarmos então ao objeto de estudo, A Âncora, precisamos entender outros conjuntos simbólicos, em especial o Painel de aprendiz utilizado em nossas Lojas (GLESP – REAA), onde se vê as três colunas e a Escada de Jacó, nesta insere-se nos degraus outros símbolos, dos quais está a âncora. O painel, segundo estudiosos, tem sua origem na Grande Loja Unida da Inglaterra e foi pintado por John Harris em 1825.
Sabemos então, que a origem é Inglesa e data de 1825; desta feita precisamos entender agora o que ocorria na Inglaterra na citada data e claro quem foi John Harris e suas influências.
Tirando os escritos maçônicos, nos quais constam assuntos acerca do Painel do Grau, não encontraremos facilmente notas biográficas de John Harris, ao menos esse do Painel.
Mas o mundo em 1825 passava por transformações e a Inglaterra era sem dúvidas o centro do mundo. Instalava-se a primeira ferrovia Inglesa; Sir Humphry Davy presidia a Royal Society; no Brasil, Portugal reconhecia após 3 anos a independência da colônia; Uruguai declarava sua Independência do Império do Brasil, independências lideradas por maçons.
Vemos então um fervilhar político e social no velho e no novo mundo, sempre encabeçados por irmãos influentes, os quais nem sempre estavam do mesmo lado. No entanto todos lutavam por um mesmo ideal, tornar feliz humanidade, claro, cada um dentro de seu ponto de vista.
Assim sendo, é natural que para simbolizar as ações e assim materializar tais ideais, inserindo-os não somente na mente dos mais experimentados maçons, mas principalmente nos neófitos, pois seriam moldados e mudariam a ordem em busca da unidade.
Com certeza Harris, inserido no cenário social, sabia que precisava trazer elementos que garantissem a unidade maçônica e ainda representassem os ensinamentos, mas que também trouxesse conforto aos que buscavam pelo conhecimento e lutavam por nobres ideais.
Daí entendo a razão de se inserir na escada de Jacó os símbolos das virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade (Amor).

A ANCORA
A âncora, símbolo da firmeza, da força, da tranquilidade, da esperança e fidelidade. Destarte, é a representação da estabilidade humana, ou seja, é capaz de manter-nos estáveis frente aos arreveses da vida, assim como real função não simbólica mantém a estabilidade das embarcações.
Possui também uma simbologia negativa, a âncora pode ser tida como a representação do atraso, ser o entrave, na medida em que se fixa em determinado lugar, não permitindo o próximo passo da evolução da consciência. Em sua simbologia mais clássica, a âncora é o último refúgio do marinheiro, ou seja, a esperança frente à tormenta que açoita as embarcações. Simboliza, nesse ínterim, o conflito entre a terra e a água, que deve ser porto a termo e desta forma, a terra e a água juntas fecundem em harmonia.
Aqui vale algumas reflexões, externadas durante discussões sobre o tema, feitas por irmãos. Ao falarmos sobre o aspecto negativo da simbologia deparamos com a questão dos grãos de areia que nos incomoda, sujam o local que foi limpo, porém, com o vento os grãos são levados para longe, assim como os problemas, basta apenas deixar o tempo resolver e este agirá como o vento limpando, levando para longe a areia. A areia seria a ancora que nos deixa estagnados, o vento seria o ato de recolher a ancora e permitir que a embarcação navegue[2]; ou seja simples atitudes como o passar do tempo podem nos devolver a paz.
Do mesmo modo, a embarcação que aportou em um local de mar com águas turvas, mesmo assim o comandante manda que se lançe a ancora,de certo muitos mormuram, “não deveríamos ter lançado ancora neste porto de águas sujas, porém o sábio comandante conhece o momento de parar de navegar, sabe controlar a ansiedade e assim, esperar as águas turvas serem levadas pelas ondas e pela correnteza; aportado o sábio tem a convicção que não irá navergar com as águas sujas, que é uma situação temporária, não deve se desesperar, pois no exato momento levantará sua ancora e poderá navegar em águas límpidas[3].
Tais pensamentos revelam que nem sempre a estagnação é prejudicial, esta se conscientemente empregada poderá ser uma excelente ferramenta de gestão. 
Voltando aos significados do símbolo em estudo.
Há outra representação que separa a âncora em duas partes: um semicírculo e uma cruz, este símbolo, recebe o nome de Cruz de Escora. O semicírculo trata-se da representação do mundo espiritual, enquanto a cruz (eixo central da âncora) é a representatividade do mundo material. Tal simbologia, âncora estilizada, conhecida como Cruz de Escora, serviu na antiguidade para ocultar o verdadeiro símbolo a Cruz dos Cristãos, protegendo da perseguição romana. Encontrar a Ancora era saber que ali poderiam ter um local seguro e assim a esperança em professarem tranquilamente suas crenças.


A ESPERANÇA
A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos de bonança em nossas vidas. Frequentemente, passamos por momentos difíceis não existir soluções para os infortúnios. A violência cotidiana é jogada massiçamente em nossos olhos pelos meios de comunicação, banalizando a vida e os bons hábitos.
É preciso mais do que nunca refletir sobre tudo o que está acontecendo, identificar a falha e buscar uma solução. Sozinhos, não somos nada, mas, unidos como verdadeiros Irmãos e sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, tudo podemos. A esperança nos conduz identificar os óbices e vencer.

CONCLUSÃO

“…para que nós, que nos refugiamos no acesso à esperança proposta, sejamos grandemente encorajados por meio de duas afirmações imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta. Essa esperança é para nós como âncora da alma, firme e segura, a qual tem pleno acesso ao santuário interior, por trás do véu, ...”
(Hebreus 6:18-19)

A Esperança, cantada por Gonzaguinha, nos ensina a autopreservação diante as dificuldades, a nos mantermos estáveis, como a Âncora que a simboliza no meio da Escada de Jacó. Neste ínterim, o Maçom que se faz constante em seus propósitos, sempre empenhado nas causas justas, irá superar as dificuldades, alcançando êxito completo.
Portanto concluímos ser verdadeira a resposta à pergunta O QUE SIGNIFICA A ÂNCORA?    A âncora se traduz na esperança sugerida aos maçons, revelando a estes à segurança com que se alcançará os verdadeiros objetivos traçados na prancheta da vida.

BIBLIOGRAFIA
·         Ritual do Aprendiz Maçom GLESP-2006
·         Bíblia Sagrada – Almeida Revisada e Atualizada.
·         MACKEY, Albert G. O SIMBOLISMO DA MAÇONARIA / Albert G. Mackey. – São Paulo : Universo dos Livros, 2008. Tradução: Caroline Furukawa.
                                
                                             
Ir\ EUCLIDES CACHIOLI DE LIMA


Or\De  São Paulo, 01 de dezembro de 2017 ( E\V\)


[1] MACKEY, Albert G. O Simbolismo da Maçonaria / Albert G. Mackey. – São Paulo : Universo dos Livros, 2008. Tradução: Caroline Furukawa.
[2] SILVA, Nivaldo Ferreira.  Mestre Maçom da ARLS Cavaleiros do Hermon 335 – 1º Vigilante – 2017/2018.
[3] SILVA, Marcelo. Mestre Instalado da ARLS Cavaleiros do Hermon 335 – Venerável Mestre – 2017/2018.