QUEM SOMOS

CAVALEIROS - alusão aos Templários, às Cruzadas e à Távola Redonda. HERMON - o termo remete-nos ao Monte Hermon, em cujo topo se forma a neblina que se condensa em forma de garoa, o orvalho consagrado pelo Salmo 133. Essa precipitação "tolda parcialmente o sol escaldante do sul do Líbano, e umedece seu solo, transformando-o numa das regiões mais férteis e amenas do Oriente Médio."

Nós Cavaleiros do Hermon, na constante busca para tornar feliz a humanidade, sob a égide do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, nos reunimos às sextas-feiras a partir das 20h00 , na Avenida Pompéia, 1402 - Templo Ir.'. Willian Bucheb - São Paulo - SP.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PORQUE NÃO DESISTIR


O Presente texto tem por objetivo ser nossa leitura de cabeceira, questionarmos a nós mesmos todas as vezes que pretendemos desistir de algo; buscar a superação e entender por que motivo as coisas acontecem.


Com a alavanca, quis a Maçonaria demonstrar o poder da força divina, da força moral, dessa força que resiste a tudo que é imoral e impuro, tudo que é arbitrário, supersticioso, pois é nosso dever mantermos acesa a luz da verdade.
Disse Eduardo G. Souza em seu blog:
Regina Case, aquela do programa dominical da Rede Globo, vem apresentando alguns cegos (pois como hoje um deles mesmo afirmou, prefere ser chamado de cego que portador de deficiência visual, a única coisa que ele não gosta é de ser chamado de “ceguinho”), que superaram todas as dificuldades e conseguem ser integrados socialmente. E ele ainda justificou, porque não ser chamado de portador de deficiência visual, pois, segundo ele, pode fazer com que ele sofra um acidente, então ele explicou: “- Já pensou se eu estou me aproximando de um buraco e um cara grita – ei, portador de deficiência visual, olha o buraco – eu já teria caído no buraco”.
Então fiquei pensando, a vida é cheia de dificuldades e obstáculos, desde o nascimento até a morte. Algumas vezes, nossa vida até parece ser uma corrida de obstáculos. Sabemos com certeza que iremos encontrar obstáculos em nossas vidas, mas muitas vezes somos pegos de surpresa. Então é necessário aceitar que a vida em geral, é cheia de dificuldades e adversidades. Este reconhecimento é o primeiro passo para que possamos superar as dificuldades e obstáculos.
Quando nos defrontamos com um problema, muitas vezes sentimos como se fossemos o único a ter problemas. Ou, temos uma tendência natural de exagerar nossos problemas e encará-los como os mais complexos, mais dolorosos ou como casos extremos. Mas se olharmos com atenção ao nosso redor, vamos encontramos pessoas em condições muito piores. Como dizia Santo Agostinho: "Eu chorei por botas, até que vi um homem que não tinha pernas”.
Quando nos defrontamos com as adversidades, reclamamos muito ou tentamos evitá-los. Então agimos como um avestruz escondendo a cabeça num buraco. Diz-se que quando há uma tempestade no deserto, o avestruz enterra a cabeça na areia, esperando que a tempestade vá embora se ele ignora-la e, finalmente, na maioria dos casos é enterrado sob um monte de areia e morre. Assim agimos alguns de nós, optamos por fingir que os problemas não existem, e não conseguimos entender que se não enfrentarmos e resolvermos os problemas eles irão crescer, crescer, até sufocar-nos. Não importa o quão doloroso seja o processo para a solução, mas nos iremos crescer e aliviar o peso do problema em nossa vida.
O primeiro passo para encarar o problema é aceitá-lo, ou seja, ser capaz de reconhecer que o problema é seu e cabe a você resolvê-lo. Muitas vezes costumamos colocar a culpa dos nossos problemas nos outros, nos pais, na sociedade ou nas circunstâncias da vida. Nada acontece por acaso, tudo é o resultado de um plano superior. Aceitamos também que tendo feito todos os esforços para sair da adversidade, caso ela persista devemos renunciar, como diz uma oração: "Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para saber a diferença".
Então há momentos em que é necessária a resignação paciente? A verdade é que, em geral, procuramos sair de uma situação indesejável rapidamente. Devemos entender que, se a causa estiver presente há muito tempo, o efeito também iria durar muito, pois mesmo quando a causa for eliminada, o efeito poderá permanecer ainda por um longo tempo, por exemplo, quando algo é retirado do congelador, irá permanecer congelado ainda por algum tempo. Da mesma forma, os resultados podem não ser rápidos, devemos ter paciência e esperar a resposta.[1]
Mais gratificante do que um prêmio é a possibilidade de nos tornarmos o maior dos peritos em determinado assunto. Ao realizarmo-nos pessoal ou profissionalmente, descobrimos que o foco do pensamento, como algo atrativo, busca a realidade a nossa volta. O pensar é o centro de tudo, uma vez que somos constantemente atraídos por escolhas projetadas no "cinema" de nossas mentes. 
Para sair do papel de refém do destino, precisamos aprender o quanto escolhemos, muito mais do que somos escolhidos. E isso acontece a cada decisão tomada por cada um de nós. Neste exato momento cada um de nós temos uma escolha a fazer, pode ser a grande escolha de sua vida: passará o dia como se fosse apenas mais um em sua existência? Ou irá aproveitar "carpe diem" integralmente, e fazer deste dia uma grande oportunidade?
Vamos lá arregace as mangas, antes de desistir reflita, analise, recalcule, veja o quanto aprendeu com o que lhe foi ensinado, veja o quanto progrediu.
Sócrates nos ensina que o homem deve matar o que existe de ruim dentro de si e fazer viver as virtudes que o elevarão acima das pequenas coisas do mundo profano. Ele entende que tudo depende de luta e de trabalho. A missão da Maçonaria é infinita, pois é por este meio que se adquire a ciência alcançando assim o degrau da virtude.





[1] G.SOUZA, Eduardo. SUPERANDO AS DIFICULDADES.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O MITO DA CAVERNA






O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VII de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.
A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.
Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).
Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.
Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).


Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP 


sábado, 6 de abril de 2013

PERFEIÇOAR ou APERFEIÇOAR


A.˙.

G.˙.D.˙.G.˙.A.˙.D.˙.U.˙.

A

A.˙.R.˙.L.˙.S.˙. CAVALEIROS DO HERMON 335

V.˙.M.˙.

IIm.˙. 1º e 2º VVig.˙.

MM.˙. IInst.˙.

Meus IIr.˙.

S.˙.

S.˙.   S.˙.

 

Pode até não ser bonita, porém a palavra existe e tem por significado a busca pelo perfeito, ou pelo aperfeiçoamento. Portanto usem sem medo de estarem errando, e, claro, aqueles que quiserem estejam à vontade para inserirem a letra “A”, pois o significado é o mesmo.

E assim acabam-se as dúvidas em relação à palavra PERFEIÇOAMENTO, transcrita em nosso Ritual de Aprendiz, 2º edição, página 15, diálogo entre V.˙.M.˙. e Chanc.˙. :

 

VEN.˙. – O que é Maç.˙., Ir.˙. Chanc.˙.?

CHANC.˙. (de pé e à ordem) – Uma instituição que tem por objetivo tornar feliz a Humanidade: pelo amor, pelo perfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à crença de cada um.

 

 

Definição de Perfeiçoar


Classe gramatical de perfeiçoar: Verbo
Tipo do verbo perfeiçoar: regular
Separação das sílabas de perfeiçoar: per-fei-ço-ar

 

Outras informações sobre o verbete


Possui 10 letras
Possui as vogais: a e i o
Possui as consoantes: c f p r
O verbo Perfeiçoar escrito ao contrário: raoçiefrep

 

Conjugação do verbo perfeiçoar


Tipo do Verbo: regular
Infinitivo: perfeiçoar
Gerúndio: perfeiçoando
Particípio Passado: perfeiçoado



Indicativo

·                            Presente do Indicativo

eu perfeiçôo
tu perfeiçoas
ele perfeiçoa
nós perfeiçoamos
vós perfeiçoais
eles perfeiçoam





·                            Pretérito Imperfeito do Indicativo

eu perfeiçoava
tu perfeiçoavas
ele perfeiçoava
nós perfeiçoávamos
vós perfeiçoáveis
eles perfeiçoavam

·                            Pretérito Perfeito do Indicativo


·                            Mais-que-perfeito do Indicativo

eu perfeiçoara
tu perfeiçoaras
ele perfeiçoara
nós perfeiçoáramos
vós perfeiçoáreis
eles perfeiçoaram

·                            Futuro do Pretérito do Indicativo

eu perfeiçoaria
tu perfeiçoarias
ele perfeiçoaria
nós perfeiçoaríamos
vós perfeiçoaríeis
eles perfeiçoariam

·                            Futuro do Presente do Indicativo

eu perfeiçoarei
tu perfeiçoarás
ele perfeiçoará
nós perfeiçoaremos
vós perfeiçoareis
eles perfeiçoarão


Subjuntivo

·                            Presente do Subjuntivo

que eu perfeiçoe
que tu perfeiçoes
que ele perfeiçoe
que nós perfeiçoemos
que vós perfeiçoeis
que eles perfeiçoem

·                            Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

se eu perfeiçoasse
se tu perfeiçoasses
se ele perfeiçoasse
se nós perfeiçoássemos
se vós perfeiçoásseis
se eles perfeiçoassem


·                            Futuro do Subjuntivo

quando eu perfeiçoar
quando tu perfeiçoares
quando ele perfeiçoar
quando nós perfeiçoarmos
quando vós perfeiçoardes
quando eles perfeiçoarem


Imperativo

·                            Imperativo Afirmativo

perfeiçoa tu
perfeiçoe ele
perfeiçoemos nós
perfeiçoai vós
perfeiçoem eles

·                            Imperativo Negativo

não perfeiçoes tu
não perfeiçoe ele
não perfeiçoemos nós
não perfeiçoeis vós
não perfeiçoem eles




Infinitivo

·                            Infinitivo Pessoal
por perfeiçoar eu
por perfeiçoares tu
por perfeiçoar ele
por perfeiçoarmos nós
por perfeiçoardes vós
por perfeiçoarem eles

Rogo ao G.˙.A.˙.D.˙.U.˙. que a todos ilumine e guarde, fraternalmente




Or.˙. de São Paulo, 06 de abril de 2013 (E.˙.V.˙.)



Ir.˙. EUCLIDES CACHIOLI DE LIMA
M.˙.M.˙. – 2º Vig.˙.

sexta-feira, 29 de março de 2013

A INDUMENTÁRIA MAÇONICA



Basicamente, a uniformização da indumentária visa a harmonização do ambiente e das pessoas, gerando um clima psicológico favorável à integração e ao controle. As diversas organizações uniformizam as pessoas na busca da disciplina, do controle e da integração. É o caso das Forças Armadas, dos Estudantes, das Polícias Militares, das grandes corporações de operários, etc.

No caso da Maçonaria, a uniformização tem os mesmos benefícios já citados, além de naturalmente, os aspectos que se somam e que dizem respeito ao uso da cor preta. Na prática dos trabalhos em nossos Templos, buscamos dentre outras coisas, esotericamente, captar energias cósmicas ou fluidos positivos ou forças astrais superiores para nosso fortalecimento espiritual. Da física temos o conceito de que o preto não é cor, mas sim um estado de ausência de cores. As superfícies pretas são as mais absorventes de energias de qualquer natureza. 

Então, a indumentária preta nos tornará um receptor mais receptivo e mais que isso, nos tornará também um acumulador, uma espécie de condensador deste tipo de energia. Por outro lado, a couraça formada pela nossa roupa preta, faz com que as eventuais energias negativas que eventualmente possam entrar no Templo conosco, não sejam transmitidas aos nossos Irmãos. Por isso o Maçom veste-se de roupas pretas para participar dos trabalhos em Loja. 

A indumentária recomendada para as Sessões Magnas é o terno preto, com camisa branca e gravata preta ou branca. Para as Sessões Econômicas, admite-se o uso do Balandrau, que deve ser comprido e preto, complementado pelo uso obrigatório de calças, meias e sapatos pretos.

A comodidade que oferece ao usuário fez com que o Balandrau se difundisse rapidamente, mas é preciso salientar, ele deve ser comprido e ficar a um palmo do chão, pois é uma veste talar, ou seja, que vai até ao calcanhar. Desta forma, também não são indumentárias maçônicas as "mini-saias" que alguns Irmãos usam como se fosse um Balandrau.

Importante observar que, tanto do ponto de vista lingüístico como do ponto de vista maçônico, preto e escuro não são sinônimos, conforme muitos querem. E, em assim sendo, toda indumentária que não seja preta, embora escura, não é maçônicamente adequada.

Alguns autores são de opinião de que o rigor do traje preto deve ser exigência para as Sessões Magnas, podendo ser livre quanto à cor nas Sessões Econômicas, mas mesmo assim todos são unânimes de que é indispensável o uso do paletó e da gravata. 

Cabe ao Venerável Mestre decidir, dentro dos princípios do bom senso e da tolerância em torno das exceções, caso algum Irmão visitante em viagem ou mesmo de algum Irmão do quadro, que por alguma razão plenamente justificável, se apresentar ao trabalho com roupa de uma outra cor.


Pedro Juchem,
M.'.M.'. - Loja Venâncio Aires II, nº 2369, GOB RS , Or.'. Venâncio Aires, RS, Brasil

Retirado de   http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=51

quinta-feira, 28 de março de 2013

Entendendo a Ordem


Repassando, para ler, reler e tentar entender....

TFA
Celentano

 

01 - A Ordem Maçônica

A Ordem é, hoje, o que seus membros são hoje!
A crise reside em cada um dos membros.
A Ordem não entra em crise, já é ordenada por natureza.

02 - a Maçonaria não é...

Democracia - É um sistema hierarquizado, onde todos se comprometem a subir todos os degraus possíveis da perfeição simbólica, espiritual e moral;
Sistema de Fé - É um sistema de atitudes e comportamento. Há que se ter cuidado para não cair em contradições;
Sistema Filosófico - É mais uma escola de filosofar em que todos buscam perfeição, ecletismo e melhoras gerais;
Escola de Psicologia - Permite que o Obreiro conheça a si mesmo e modifique sua conduta inadequada;
Metafísica - Dado que a doutrina e o simbolismo apontam para reflexões sistemáticas e objetivas.

03 - O Começo é Difícil

Os primeiros passos no caminho da sabedoria são os mais estafantes, porque nossas almas fracas e teimosas detestam o esforço e o desconhecido, sem a garantia completa da recompensa. Á medida que progredimos nossa decisão se fortalece e o aprimoramento pessoal torna-se progressivamente mais fácil. Aos poucos passa a ser até difícil deixar de fazer o que melhor para nós.
O compromisso firme e, ao mesmo tempo paciente, de remover as crenças nocivas de nossas almas confere-nos, pouco a pouco, a habilidade de ver com mais clareza, através de nossos frágeis temores, nossa desorientação nas questões amorosas e nossa falta de autocontrole. Paramos de nos esforçar para impressionar os outros. Um belo dia percebemos com satisfação que não estamos mais representando para platéia alguma.

04 - Depende Exclusivamente de Cada Irmão.

Ninguém ensina Maçonaria para ninguém.
Isso ocorre em qualquer escola Iniciática, aonde cumpre ao Recipiendário praticar a Ritualística (munido do Ritual), absorver cada palavra e cada símbolo e, vivenciá-lo na sua existência.
À medida que pratica e vivencia o ritual, o homem incorpora-se no símbolo e integra-se ao mito.
O mito rememora os feitos virtuosos e o rito os celebra, repetindo-se periodicamente.
Dizer que não nada há de substancial na repetição do rito é rejeitar uma verdade subterrânea que tem contribuído secularmente para o aperfeiçoamento da humanidade.
O neófito que não encontra nada é porque não encontrou muita coisa em relação ao que buscava com os olhos profanos.
A Maçonaria só pode oferecer ferramentas, utensílios e trabalho.
Como a Ordem não é feita à altura das fantasias, ilusões e quimeras do candidato, não pode oferecer mudança imediata e renovação súbita de sua personalidade. O que está posto é um caminho árduo de auto-percepção.
Pitágoras, ao constatar que não havia nada de assombroso no templo de sua iniciação, ao invés de decepcionar-se, verificou que não havia nada em si mesmo, apenas desejos e ilusões. Ai então começou o seu caminho para a sabedoria. O Irmão que chega neste ponto já é um maçom.
A Maçonaria quer dar ao Obreiro de hoje, tal como fez para aquele de ontem, os utensílios que lhe permitam encontrar sua verdade e sua liberdade individuais.
A iniciação permite o ingresso nesse caminho, mas toca a cada um trilhar. Só com esforço, empenho próprio, paciência, tolerância e vontade é que se passa da iniciação fictícia e teatralizada para a iniciação real, aquela que transforma a promessa em realidade, a esperança em certeza e um caminho de conhecimento ritualístico em caminho de vida.

05 - Cuidados a Tomar

Ausência de trabalhos sobre simbologia, lendas, mitos e ritualística.
Descumprir interstícios e formação típica de graus.
Dar "asilo político" a Irmão. (Há sempre alguém querendo que a Loja interfira a seu favor).
O mundo profano ignora os graus e o nível de conhecimento do irmão. Portanto, maçom é maçom, logo, a postura, comportamento e respeito devem estar sempre presentes.
A missão do obreiro é lapidar a P:. B:..
A Oficina trabalha em um tempo simbólico; é atemporal.
A Oficina trabalha em um espaço sagrado; é não espacial.
Isso tudo implica: ritualística, liturgia, símbolos; a ordem fundamenta-se na experiência iniciática, que requer reflexão e vivência comuns.

06 - Lema do Maçon:

Liberdade: coloca o homem numa posição do querer e do poder.
Igualdade: infunde no homem a obrigação de respeitar seu semelhante, seja ele quem for.
Fraternidade: dá ao homem uma maneira certa de cultivar o amor.

07 - Depoimentos

  1. Voltaire: "A Maçonaria é a entidade mais sublime que conheci. É uma instituição fraternal, em que se ingressa para dar e que procura os meios de fazer o bem, exercitar a beneficência."
  2. Albert Eyler, (Grão Mestre da Pensilvânia): "A maior necessidade do mundo é e homens. Homens que não podem ser comprados nem vendidos. Homens honestos no mais intimo de seus corações. Homens que não temem chamar o pecado por seu nome. Homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo. Homens que fiquem com o direito embora o céu caia. E o objetivo de uma Loja Maçônica é criar homens.

08 - Privacidade

O pensamento científico não nos permite sonhar, mas o homem sabe se exaltar, sabe se embriagar ao contato dos coloridos suntuosos e com o perfume das flores, com a complexidade da pedra, com essas lufadas de amor que emanam de toda essa natureza com a qual convivemos e cujas profundas leis permanecem desconhecidas para nós. A Maçonaria comunica esse impulso do coração, ela pede também ao homem que se analise, que se busque interiormente. Ela quer que cada um conserve o seu particularismo, que saiba continuar a ser ele mesmo, sabendo também se integrar entre os outros. Cada um deve poder se realizar por si mesmo, com a ajuda daqueles a quem se associa. Existe então uma troca contínua entre os Irmãos, um impulso de amor. Daí nasce essa enorme corrente de fraternidade, que não escapa à concepção religiosa do humano.

09 - Quando um Homem é Maçon?

Quando pode olhar por sobre os rios, os morros e o distante horizonte com um profundo sentimento de sua própria pequenez no vasto panorama das coisas que o rodeiam e, assim mesmo, ainda conservar a fé, a coragem e a esperança - que são as raízes de toda virtude.
Quando sabe que, no fundo de seu coração, todo homem é nobre, tão vil, tão divino e tão solitário como ele mesmo, e procura conhecer, perdoar e amar seu semelhante.
Quando sabe simpatizar com os homens em suas tristezas, sim, mesmo em seus pecados, sabendo que cada homem luta duramente contra muitos óbices em seu caminho.
Quando aprendeu como fazer amigos e conservá-los, e sobretudo, como conservar seu próprio amigo...
Quando nenhuma voz de desespero atinge seus ouvidos em vão e nenhuma mão procura sua ajuda sem obter resposta.
Quando achar um bem em toda fé que ajuda qualquer homem a ver as coisas divinas e a perceber significações majestosas na vida, qualquer que seja o nome desta crença.
Quando conserva a fé em si mesmo, em seus companheiros, em seus irmãos, em seu Deus, em sua mão uma espada contra o mal, satisfeito em viver, mas não temendo morrer.
Tal homem encontrou o único real segredo da maçonaria, aquele que ela procura transmitir ao mundo inteiro. (citação de Joseph F. Newton)

10 - Sigilo

É incontestavelmente, o sigilo, a pedra de toque inestimável que dá com segurança o caráter do Maçom. Não que o sigilo seja sempre necessário pela natureza dos assuntos tratados em Loja, mas porque habitua o Maçom à circunspeção, corrige a leviandade e a tagarelice. Pitágoras exigia dos postulantes longos mutismos, de anos, por vezes. Era maneira de corrigir o pendor natural das palavras irrefletidas. Pensar com segurança, meditar com paciência, julgar com imparcialidade, agir com firmeza, são preciosas qualidades que todo Maçom se esforçará em adquirir, infatigavelmente. As recompensas não existem para o Maçom, trabalha por um grato e salutar dever consciente, não pede aplausos, não almeja agradecimentos. Suas ações generosas, esquece-as, não as proclama. O ato de beneficência fica entre o que dá e o que recebe. Sabe o Maçom que ficará ignorado. O bem não é vaidade, é o móvel de suas ações. Guardar sigilo é poupar ao indigente o rubor da esmola, é merecer para a Ordem a confiança e as bênçãos das vitimas do infortúnio. Sigilo é também um degrau de honra. (ensinamento de Dario Velozzo)

11 - Significado de Ser Mestre Maçom

Ser Mestre Maçom significa ser Mestre em si mesmo, trabalhar com inteligência e força de vontade em si mesmo, no seu próprio aperfeiçoamento, tendo sempre em mente o fato de que nada mais somos do que simples aprendizes do Grande Mistério, mesmo que nos denominemos mestre.
Ser Mestre é aceitar que não nos pertencemos, mas à coletividade, e que por isso mesmo sua inteligência e sua vontade devem estar sempre a serviço dessa coletividade.
Ser Mestre é acender luzes pelo caminho por que passa, luzes de amizade e sabedoria, de bondade e justiça, de harmonia e compreensão, de solidariedade e fraternidade.
Ser Mestre é não se considerar juiz dos defeitos e erros dos outros, mas saber compreender e perdoar.
Ser Mestre é aceitar um conselho, para ser ajudado. É retribuir com ternura aos que o odeiam.
Ser Mestre é ser perfeito nas mínimas realizações. (ensinamento de Manoel Gomes).
Luis Mario Luchetta (Or:. de Curitiba, Paraná)
Publicado na revista A Trolha, nº 231, Janeiro de 2006.

Bibliografia:

  • BAYARD, Jean Pierre. A Espiritualidade da Maçonaria. São Paulo: Madras.
  • GOMES, Manoel. Manoel do Mestre Maçon. Lunardelli.
  • GUIMARÃES, João Francisco. Maçonaria e Filosofia do conhecimento. São Paulo-Madras.
  • RODRIGUES, Raimundo. Sutilezas da Arte Real. Londrina-PR. A TROLHA.

sábado, 31 de dezembro de 2011

SOB A LUZ DO LAMPIÃO


Por:  Clodomir Monteiro da Silva
 
1. A estância do João Batista
É um primor de belezura
Lá existe tanta fartura
Que tudo nela é um colosso.
Em qualquer campo que escolhas
Só tem trevos de três folhas
Combatendo o capim grosso.

2. Na entrada tem dois palanques
Gravados com iniciais
De letras tradicionais.
Tem a B pela direita
E outra pela canhota
Onde está gravado um Jota
Em simetria perfeita.

3. No fundo do avarandado
Quando o trabalho começa
O patrão muito estimado
Tem um martelo na mão.
Batendo com muita fé
A turma se põe de pé
Prontita para o serão.

4. Depois de ter relatado
O que antes fora feito
O patrão Justo e Perfeito
Dá ordens ao capataz.
Mas este que tem um sota
Repete a mesma lorota
Sabendo porque o faz.

5. Mais adiante, um piazote
Desses piás de recado
Pega um saquinho bordado
Prá recolher algum cobre
Que é sempre um bom ajutório
Numa doença ou velório
Em rancho de peão pobre.

6. Lá pelas tantas da noite
Quando a chusma se expande
O dono da casa grande
Faz a sua preleção.
Mostrando o bem com clareza
Vai dizendo com franqueza
Muitas verdades ao Irmão.
7. Se nas rodadas da vida
Perderes a montaria
Procures bater um dia
Na casa desta fazenda.
Terás aqui bom cavalo
Cama e mesa que é um regalo
E amigos que te prenda.

8. Os homens são todos iguais
Perante o grande patrão.
Nunca tenhas a ilusão
De ser o mais virtuoso
Pois o couro de um animal
Se escolhe pelo carnal
Onde os gusanos têm pouso.

9. Sê limpo e de bons costumes
Nunca sujes tua mão
Porque senão meu Irmão
Terás fechado a porteira.
Viverás cruzando estradas
Tal qual as almas penadas
Em noites de sexta-feira.

10. Vais dizendo pelo mundo
Quanto vale a liberdade
Que o nível da igualdade
É uma jóia muito fina.
Que somos nossos espelhos
E os homens bem parelhos
São qual botão de batina.

11. E se encontrares alguém
Atolado na desgraça
Tens o dever, e de graça
Retirá-lo do atoleiro.
Tu, praticando esse bem
Verás que um outro alguém
Por ti já lutou primeiro.

12. As luzes que vocês vêm
São emblemas desta estância
Que iluminam as distâncias
Rompendo as trevas dos campos.
São os sacis sorrateiros
Que quando pitam palheiros
Pedem fogo aos pirilampos.
13. Dentro das trevas tem luz
Mas somente a estrela boa
Se reflete na lagoa
Na busca da própria imagem.
Dali é que brota essa luz
Que irmanamente conduz
Quem se perdeu na viagem.

14. Sigamos pois o exemplo
Da vida, na própria vida
Há uma coisa escondida
Que levanta o arreador.
Nos rodeios dos mistérios
Há tantos ventos gaudérios
Que brincam no corredor.

15. Da natureza bendita
Estudemos ensinamentos
Vemos que lição bonita
O campo lá fora nos dá.
Há contrastes de poemas
Nos risos das siriemas
Prá oração do sabiá.

16. Jamais um bando de garças
Estende seu lençol branco
À sombra de algum barranco
Que pode esconder surpresa.
Pois até a podre carcaça
Da corvalhada, tem graça
Tem fascínio, tem beleza.

17. Entre o céu e a terra amiga
Tem tanta filosofia
Que a nossa sabedoria
É difícil compreender.
Nasce a estrela no oriente
Tem que morrer no ocidente
Prá de novo renascer.

18. E assim nas portas do templo
Que nos abre a natureza
Só encontrarás beleza
De um colorido diverso.
E darás muito obrigado
Se fores um bom empregado
Do Patrão Mór do Universo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dia da Juventude e do Soldado Constitucionalista - 81 anos

O dia 23 de maio é uma data muito importante para a democracia brasileira. Nesta data, no ano de 1932, quatro estudantes paulistas foram mortos num confronto com a polícia. Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo se manifestavam contra a ditadura de Getúlio Vargas.
A morte dos quatro estudantes foi o estopim de uma revolta paulista contra o governo e a favor de uma constituição. As iniciais dos nomes dos quatro estudantes, MMDC, passaram a ser o símbolo da revolta de São Paulo que eclode no dia 9 de julho e passa para a história com o nome de Revolução Constitucionalista de 32.
A revolução de 32 foi uma espécie de "revide" dos grupos que foram derrotados pela Revolução de 30. Estes grupos, ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP), defendiam a instalação imediata da Assembléia Constituinte e acusavam Getúlio Vargas de retardar a elaboração da nova Constituição do país. Porém, almejavam recuperar o poder que perderam com a vitória política de Vargas. 
 
O movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, sendo a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. Os paulistas aguardaram o apoio de outros estados, o que não aconteceu. No dia 3 de outubro as tropas paulistas se renderam diante da superioridade das forças federais.
Em São Paulo foi construído um monumento em homenagem aos estudantes. Trata-se do obelisco do Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer, que serve de mausoléu para seus corpos. Ele pode ser avistado da Avenida 23 de Maio que recebera este nome como parte da homenagem aos heróis de 32.
O dia 23 de maio foi fundamental para os revolucionários, porque o povo saiu às ruas, para lutar pela constituição, por isso, nele se comemora o "Dia da Juventude Constitucionalista". Ele recorda a participação dos jovens no movimento e os quatro estudantes, vitimados pelos repressores. Em 9 de julho, MMDC são especialmente honrados, no "Dia do Soldado Constitucionalista", festa que ocorre só no estado de São Paulo.

Em:http://www.miniweb.com.br/Cidadania/Hinos/historia/mmdc.html